Aécio exige definição de candidato a presidente nas próximas semanas; Senado é plano B de tucano

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), deu mostras de que não vai prorrogar a definição de seu futuro político. O mineiro e o colega de partido, o governador de São Paulo, José Serra, disputam a indicação tucana para disputar a sucessão do presidente Lula, em 2010.

Caso não ganhe a indicação do partido para tentar o Planalto, Aécio tentará uma vaga no Senado. Ele descarta integrar a chapa de vice de Serra.

O governador afirmou esperar somente até o final deste ano a definição do nome que concorrerá à Presidência pela leganda. Por seu turno, Serra prefere o mês de março como data para que o candidato seja escolhido.

Sem tocar no tema das prévias partidárias, defendidas por ele como o melhor caminho para a escolha do candidato do PSDB, Aécio disse nesta quinta-feira (3), no entanto, que não vai deixar de ajudar o partido a fazer o sucessor de Lula.

"Se o partido optar para estender o prazo da sua decisão, certamente terá motivos para fazê-lo, cabe a mim mergulhar nas coisas de Minas, dedicar-me à construção dos nossos palanques em Minas. Porque eu tenho como prioridade pessoal dar continuidade ao nosso projeto que se iniciou em 2003", disse.

A declaração foi dada no Palácio da Liberdade, sede oficial do governo, após encontro que terminou na noite de quinta com dois ex-presidentes da legenda, o senador Tasso Jeressaiti (CE) e o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga.

Aécio afirmou ainda que, por se tratar de um período festivo, deve deixar o anúncio oficial para os primeiros dias de janeiro, quando já estará com a decisão tomada.

O governador mineiro utiliza como tese a exiguidade de tempo para construir alianças se a escolha for feita somente na data preferida de Serra. Além disso, posta-se como um candidato mais propenso a construir alianças em torno do seu nome.

"Eu tenho sido absolutamente claro e leal ao partido. Tenho disposição de enfrentar a disputa, acho que posso construir um discurso afirmativo(....) mas isso, ao final de março, por exemplo, não teria êxito. Até lá, muitas dessas forças políticas que têm emitidos sinais muito claros de disposição de aproximação conosco já terão decidido o seu caminho", avaliou.

Ansiedade partidária
Qualificando o governador mineiro como uma 'opção real do partido" e que "cada vez mais assusta muito os adversários", o senador Tasso Jereissati (CE) afirmou que o partido está "louco para ter seu candidato na rua". Ele disse concordar com Aécio em relação à data para a escolha do nome tucano.

"Existe, não só por parte do governador Aécio Neves mas por parte de todo o partido, de que pelo menos durante o mês de janeiro nós tenhamos uma solução" disse.

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