Presidente do DEM espera aliança com PSDB apesar de afastamento pós-panetonegate

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

As denúncias de corrupção envolvendo a cúpula do governo do Distrito Federal afastaram os antigos aliados DEM e PSDB e apenas a decisão de quem será o candidato tucano à Presidência da República acalmará as divisões no partido em meio ao debate sobre a situação do governador José Roberto Arruda. É essa a opinião do presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ).

O PSDB-DF retirou seu apoio à gestão de Arruda, acusado de usar dinheiro de caixa dois para comprar apoio político na Assembléia Legislativa. Os tucanos, que tiveram o atual governador em suas fileiras até o escândalo de violação do painel do Senado, em 2000, evitaram defendê-lo. Tudo isso deixou Maia incomodado, embora reconheça que o destino dos partidos em 2010 está entrelaçado.

"Espero que esse distanciamento no caso não interfira e que o nosso partido entenda que foi apenas uma sinalização equivocada", disse o presidente do DEM ao UOL Notícias nesta sexta-feira (4). "Precisamos ter maturidade para não deixar isso interferir porque todos são a favor da aliança."

As lideranças do DEM se dividem entre os defensores da candidatura à Presidência do governador paulista, José Serra, e do mineiro, Aécio Neves. Maia diz que o partido se unirá depois da decisão tucana e que "o grande objetivo que não podemos deixar de lado é vencer o PT, fazer uma boa campanha de comunicação no horário gratuito e na internet para ficar claro que esses problemas atuais estão sendo encarados de verdade".

"Por parte do nosso partido podem ter certeza de que estaremos unidos em torno do candidato. Em 2006, o ex-prefeito Cesar Maia era nosso candidato à Presidência. Escolheram Geraldo Alckmin. No dia 7 de setembro, estava com ele fazendo campanha no Rio de Janeiro. Nem Serra nem Aécio se dispuseram a fazer isso naquele dia", alfinetou.

O presidente do DEM disse ainda que a unidade do partido - dividido não apenas entre Serra e Aécio, mas também em uma ala ligada ao ex-prefeito do Rio de Janeiro e outra ao ex-senador Jorge Bornhausen (SC) - "depende do candidato, porque aí as forças começam a se aglutinar e as tensões arrefecem".

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