Polícia isola Câmara Legislativa e negocia desocupação de manifestantes anti e pró-Arruda

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizado às 14h53

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A Polícia Militar e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) isolaram o prédio da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ninguém está autorizado a entrar e nem sair do edifício. No momento, a polícia negocia a saída de manifestantes pró e anti-Arruda do edifício.

O coronel Alberto Pinto disse que não há prazo para a saída dos manifestantes. "Na hora que nós acharmos conveniente nós vamos usar a força, não há um prazo", disse o coronel. "A tendência é que todos saiam pacificamente dentro de algumas horas."

Os manifestantes pró-Arruda estão nesse momento trancados na galeria do plenário da Casa. Já os manifestantes anti-Arruda estão em um auditório em outro local do edifício. Os dois grupos pretendem deixar a Câmara, mas disputam quem sairá primeiro. O temor de ambos os lados é que o grupo que tiver que sair depois não cumpra o combinado e permaneça na Casa, acompanhando a sessão.

Houve discussão entre os apoiadores do governador e os manifestantes contrários a Arruda, que já estavam no recinto. Os novos manifestantes gritavam "deixa o homem trabalhar" e muitos usavam camisetas com inscrições do tipo "quem é Arruda não muda".

Por causa da discussão entre os dois grupos, a sessão legislativa - que ocorria normalmente - foi interrompida e deve ser retomada no período da tarde. Antes da chegada dos manifestantes favoráveis a Arruda, os estudantes contrários ao governador assistiam à sessão em silêncio.

Na sessão, foram lidos os pareceres da procuradoria da Casa favoráveis a dois pedidos de impeachment contra o governador que devem ser encaminhados a uma comissão especial. A comissão será responsável por decidir se o projeto vai ou não a plenário no prazo de dez dias.

A comissão será formada por nove deputados titulares e dois suplentes, seguindo a proporcionalidade partidária. O PT terá dois membros, o DEM terá um, o Bloco Democrático Trabalhista (PSDB-PDT) terá dois, o Bloco Democrático Popular (PPS-PMDB) terá dois, o PR terá um e o Bloco Progressista Republicano,(PP-PSB-PRP) terá um. A instalação dela deve ocorrer em 48 horas.

Ao menos 10 deputados (dois deles suplentes), além do governador José Roberto Arruda e três secretários do Distrito Federal são suspeitos de participar de pagamento de propinas. A operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, foi deflagrada no dia 27 de novembro.



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