Recesso na Câmara Legislativa do DF pode esfriar investigações contra Arruda

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Eliana Pedrosa (DEM), secretária de Desenvolvimento Social exonerada do governo de José Roberto Arruda, retomou o mandato de deputada distrital. Ela afirmou nesta quarta-feira (9) que a Casa tem condições de analisar antes do recesso os pedidos de impeachment contra o governador Arruda, acusado de envolvimento em um suposto esquema de distribuição de propinas no DF.

A oposição teme que isso não ocorra antes do recesso. Para os deputados oposicionistas, o grande temor é que o recesso esfrie as investigações. Uma das formas de adiar o recesso seria a não votação do Orçamento para o ano que vem. A deputada não concorda com o adiamento: ela defende a votação do Orçamento dentro do prazo regulamentar.

Ao voltar à Casa, Eliana reforça o discurso de que os trabalhos "não podem parar" apesar da crise que atinge o governo Arruda.

"O que impede que o Orçamento seja analisado? Se tem algo que não está bom, que se mude. Agora, porque (a oposição) acha que tem algo errado, não diz o que é e não vota? Ou vai deixar acabar este ano e começar o ano que vem sem Orçamento? A população não pode ser penalizada", criticou.

Questionada sobre o clima na Câmara Distrital para julgar as denúncias contra Arruda, uma vez que o governador tem maioria na Casa, Eliana afirmou que "se a Câmara não tem condições de fazer isso, então todo mundo tem que renunciar". "Todo mundo tem um mandato que vai ser colocado em xeque no ano que vem".

Oposição
Parlamentares da oposição querem que o orçamento seja revisto à luz das denúncias do esquema do "mensalão do DEM". "Temos que rever o orçamento para passar tudo a limpo. Os relatórios parciais que já foram aprovados o foram antes dos acontecimentos", defendeu Érika Kokay (PT).

Segundo ela, a oposição está fazendo um levantamento da lei orçamentária "para não ter nenhum tipo de contaminação". "Vai ter que se discutir isso e não temos a maioria. Mas não tem sentido, com toda essa comoção, que a Câmara interrompa os trabalhos".

Além do Orçamento, os parlamentares também têm projetos importantes a votar ainda neste ano, como as regras de correção do IPTU (imposto predial e territorial urbano) e do IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos automotores).

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