Lula quer lista tríplice com nomes do PMDB para vice na chapa de Dilma

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 19h50

Em entrevista a rádios do Maranhão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (10) que o PMDB, principal aliado do atual governo, indique três candidatos a vice-presidente para que a presidenciável e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, escolha seu companheiro de chapa na disputa em 2010.

"Quando a Dilma estiver oficializada candidata, aí você vai fazer essa pergunta para ela, porque quem escolhe o vice, no mínimo, é a candidata. Você imagine se eu, já tendo indicado ela, vou me meter a indicar os outros", afirmou Lula na entrevista.

"Acho prematuro a gente ficar discutindo nome, seja quem quer que seja, porque o correto não é nem o PMDB impor um nome só. O correto é o PMDB discutir dentro do PMDB e indicar três nomes para a ministra Dilma, para que ela possa escolher."

Nas articulações peemedebistas, o favorito até agora para ocupar a posição na chapa de Dilma é o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP). Investigações da Polícia Federal que envolveram o parlamentar nas denúncias de corrupção do governo do Distrito Federal atiçaram a concorrência de companheiros de partido.

Lula também criticou o governador de São Paulo, José Serra, que, segundo um dos entrevistadores, disse em conversa que o filme "Lula, o filho do Brasil", a ser lançado no início do ano eleitoral, serve apenas para ajudar Dilma.

"Se ele falou isso, é de uma pequenez que não dá nem para medir. Não tem instrumento de medição que meça uma pequenez dessas. Primeiro, porque a Dilma não aparece no filme. A única possibilidade de a Dilma estar no filme é ela ir assistir, como o Serra pode assistir, como todos podem assistir. O filme é, na verdade, a história da minha mãe", afirmou.

Lula diz que comentaristas dos grandes jornais falam mais palavrões que ele

"Eles (os adversários) poderiam fazer um filme deles. Em vez de ficar reclamando, façam um. Encontrem um cineasta que resolva bancar, sem dinheiro público, o filme. Vamos deixar de pequenez política. Tem milhares de filmes entrando no cinema todo santo dia, toda santa semana, e eu espero que o Serra vá assistir com a família inteira, para ele ver", completou.

Lula afirmou ainda que não promete reajustes maiores nos salários e nas aposentadorias porque "o povo está de saco cheio de promessa não cumprida". Mais cedo, em discurso em outro evento, o presidente usou um palavrão para descrever a situação de quem vive sem saneamento básico.

Mais tarde, em discurso durante a inauguração da ampliação de uma refinaria, Lula disse que voltará a fazer um pronunciamento em rede de rádio e TV no fim do ano. Desta vez, diferente de 2008, o assunto não será a crise econômica mundial e o estímulo ao consumo.

"Neste ano vai ser sobre o desenvolvimento. Para fazer a economia crescer mais rápido", afirmou o presidente, em cerimônia ao lado de Dilma, dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Márcio Fortes (Cidades) e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

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