Sem Arruda na disputa, tucanos buscam aliança com Cristovam para sucessão no DF

Keila Santana
Especial para o UOL Notícias
Em Brasília


O comando do PSDB decidiu buscar uma alternativa para recompor o palanque no Distrito Federal para o pré-candidato do partido à sucessão presidencial, o governador José Serra (São Paulo).

Como o escândalo de corrupção inviabilizou a tentativa de reeleição do governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido), e a perda de palanque do DEM (partido ao qual ele era filiado), uma das saídas seria uma aliança com o PDT. A ideia é aproveitar que os pedetistas estão rachados sobre a candidatura ao Planalto da petista da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Oficialmente o senador Cristovam Buarque (PDT) nega a intenção de disputar o governo do Distrito Federal e reforça os planos de concorrer à reeleição no Senado.

A cúpula do PSDB, no entanto, pretende conversar com Buarque ainda neste mês sobre a eleição no Distrito Federal. "O Serra não tem que conversar comigo. Sou amigo dele e jamais vou me negar a conversar, mas negociar com ele não tem como. Ele tem que negociar com o PDT. Eu continuo com a disposição de ser candidato ao Senado", afirma Cristovam Buarque.

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O senador, que já governou o DF entre 1995 e 1999, defende uma renovação nos nomes que disputam o comando da capital, e espera uma desistência do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que lideram em todos os cenários segundo pesquisa Datafolha.

"Acho que depende do Roriz, se ele não for candidato, fica fácil para mim porque não serei também. Se ele for, fica complicado porque a cobrança aumenta para mim. Mas vou tentar convencer o povo de que é preciso renovação. O Roriz tem que entender que tem que haver gente diferente. É preciso renovar", afirmou.

Para o pré-candidato do PDT ao governo do DF, deputado distrital Antonio Reguffe, uma aliança com o PSDB pode ser costurada, mas vai depender do consenso das propostas. "Acho que tem espaço para conversa. Agora, eu entendo que qualquer aliança tem que ser baseada na convergência de princípios e propostas. Sou contra fechar uma aliança apenas por se tratar de um nome. É preciso discutir e fechar um programa conjunto para apresentar ao eleitor", afirmou.

Reguffe evitou falar sobre ter simpatia ou não por Serra, mas afirmou que tem defendido para a sucessão presidencial um nome que possa ter um projeto de governo diferente dos assinados por petistas e tucanos.

"Como cidadão, defendo uma nova alternativa para o comando do país, um programa diferente do PT e do PSDB, mas eu tenho um profundo respeito pela história política, pela militância política do Serra. Quando foi deputado, ele lutou pela reforma política e defendeu o voto facultativo, como eu. Não tenho resistência [a uma aliança com o Serra]", disse.

Palanques no Rio
Além do Distrito Federal, os tucanos ainda enfrentam problemas para achar palanque para Serra no Rio de Janeiro e no Ceará. O lançamento da candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) tirou dos tucanos a possibilidade de formarem uma aliança com o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que deve buscar uma vaga no Senado. Agora, os tucanos estão divididos entre defender uma candidatura própria, que poderia ser alçada pelos deputados Otávio Leite, Andreia Zito ou Marcelo Itagiba, ou apoiar o ex-prefeito Cesar Maia (DEM).

Os tucanos ainda trabalham para convencer o senador Tasso Jereissati a concorrer ao governo do Estado. Jereissati mandou recados ao partido de que não tem interesse no cargo. O Ceará é comandado pelo irmão de Ciro Gomes, antigo aliado e amigo de Tasso.



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