Vice-presidente da Câmara Legislativa envia à Justiça informações sobre mensalão do DEM

Keila Santana
Especial para o UOL Notícias
Em Brasília

O vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cabo Patrício (PT), quer acelerar a decisão da Justiça sobre o possível afastamento dos deputados suspeitos de participar do esquema do mensalão do DEM. O parlamentar enviou nesta quinta-feira (14) as informações solicitadas pelo Tribunal de Justiça do DF.

Cabo Patrício encaminhou ao juiz Vinícius Santos Silva, da 7ª Vara de Fazenda Pública, as informações do caso, anexando documentos do processo de quebra de decoro contra cada um dos oito deputados acusados, além da composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCK), da CPI e da Comissão Especial em que os deputados acusados de corrupção fazem parte.

O prazo para o envio da documentação encerrava nessa sexta-feira (15). O pedido de informações do juiz do TJ-DF foi encaminhado ao vice-presidente da Casa, e não ao presidente Leonardo Prudente. A iniciativa pode sinalizar uma possível suspensão contra Prudente, flagrado com dinheiro nas meias, sobre o envio das informações. Em sua solicitação, o juiz afirmou que queria dados oficiais, e não apenas notícias da imprensa sobre a situação dos deputados acusados na Câmara Legislativa.

O Ministério Público Distrital pede que os deputados acusados de receber propina sejam impedidos de participar das votações na Câmara Legislativa dos próprios processos de cassação e do pedido de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido). "Espero que a decisão do TJ seja favorável à população do DF. Quero que o pedido do MP seja atendido para que se tenha transparência e isenção nas investigações", afirmou Patrício.

O deputado Antonio Reguffe (PDT) acredita que os dados enviados ao TJ podem embasar uma liminar afastando o presidente da Casa e demais deputados acusados das votações do processo de impeachment do governador Arruda. "Não tem cabimento que o investigado queira participar do próprio processo de investigação. Em qualquer país sério ele não conduz um processo sobre ele mesmo", disse.

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