Em reunião ministerial, Lula fala para candidatos evitarem o "jogo sujo" da oposição

Keila Santana
Especial para o UOL Notícias
Em Brasília

Apesar de negar que a primeira reunião ministerial do ano, realizada nesta quinta-feira (21), seria palco para discutir as estratégias do governo para a disputa eleitoral de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou parte do tempo com sua equipe para pedir que os colaboradores que vão deixar os cargos para concorrer nas eleições evitem entrar no "jogo sujo" da oposição.

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Segundo o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente Lula comentou a troca de farpas entre o PSDB e o PT por meio de notas e, com isso, reforçou o apelo para que o bate-boca fora dos programas de campanha seja evitado.

"Foi nesse contexto que o presidente recomendou que os ministros não entrem no jogo rasteiro. Ele orientou os ministros que saem do governo para que não entrem no jogo sujo da campanha. Temos condições de fazer campanha de alto nível, de defender os programas de governo. O presidente quer que os seus ministros mantenham o nível da campanha e não entrem em guerra. Nós somos da paz. A Dilma é da paz. A guerra está lá no PSDB", disse.

O ministro disse que Lula defendeu uma campanha de polarização entre o atual governo e a gestão passada dos tucanos. "A campanha tem que ser plebiscitária. Quero fazer uma campanha do quem sou eu e quem és tu, para polarizar as discussões nas comparações, na disputa de dois projetos", disse o presidente aos ministros.

Segundo Padilha, não haverá trocas políticas nos ministérios onde os titulares vão deixar as pastas para concorrer nas eleições. A intenção do presidente é fazer as substituições técnicas para manter o ritmo de trabalho nos ministérios. "Ele não quer fazer grandes mudanças nos ministérios. Os secretários-executivos devem assumir o comando", disse o ministro.

O presidente Lula reforçou que quer a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no cargo até o limite do prazo de desincompatibilização, que é o final de março. "Ele fez questão de repetir o que já disse em outros momentos, que ele é um técnico de futebol e não vai dar folga para o time só porque saiu vitorioso, para isso pediu que os ministros que vão ser candidatos trabalhem até o último dia", afirmou Padilha.

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