Ciro agradece elogios de Dilma, mas reforça que será concorrente da petista na disputa ao Planalto

Keila Santana
Especial para o UOL Notícias

Em Brasília

Atualizada à 18h40

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) agradeceu nesta quarta-feira (3)  as declarações da ministra Dilma Rousseff favoráveis a ele, mas recusou o "convite" para estar no mesmo palanque que ela na disputa presidencial.

“Ela (Dilma) foi extremamente lisonjeira, todos sabem da minha admiração, mas eu quero ser candidato. Vamos estar do mesmo lado político, mas não no mesmo palanque”, disse.

No Rio de Janeiro, a ministra Dilma Rousseff disse mais cedo que respeita a decisão que o deputado Ciro Gomes tomar, mas não poupou elogios ao dizer que gostaria de tê-lo como aliado e não como adversário eleitoral.

Segundo Ciro Gomes, a candidatura dele será apresentada ainda que o PSB não tenha formado alianças que garantam maior tempo de propaganda eleitoral na televisão. O deputado, no entanto, reconhece que a palavra final será dada pelo partido.

“Eu vou resistir firmemente. A única circunstância para eu desistir é se o PSB pedir para retirar meu nome, aí eu aceito docilmente. Agora, se o PSB pedir para eu ser candidato a governador de São Paulo, aí eu vou espernear muito e depois resolver”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma nova conversa com o deputado Ciro Gomes para março. O tema deve ser o pedido para que a base aliada tenha apenas um candidato e o nome seja o da ministra Dilma Rousseff. Ciro disse que, se a conversa fosse hoje, não aceitaria o pedido do presidente Lula para sair do páreo.

“Se fosse hoje eu diria que ele estaria cometendo um erro gravíssimo em relação ao interesse do país. Uma eleição com dois turnos é o que o povo quer. Na política, se não houver diferenças, se estabelece o conservadorismo. Eu represento o futuro”, disse.

Pesquisa

O deputado Ciro Gomes ignorou os resultados da última pesquisa CNT/Sensus, que aponta um cenário onde o nome dele cai seis pontos percentuais nas intenções de voto, mas na lista de simulação favorece o empate entre a ministra Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, José Serra.

“Pesquisa feita com essa distância da eleição tem o valor que tem: não muda nada. São pistas de um momento em que a população ainda não está ligada no assunto. Há 30, 40 dias a pesquisa dizia outra coisa. Em pesquisas eleitorais há desvios morais às vezes, e estatísticos, sempre”, disse.

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