Alencar condiciona candidatura a resultado de exame e consenso por seu nome

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

Atualizada às 22h39

O vice-presidente José Alencar condicionou sua candidatura para algum cargo eletivo em 2010 a um exame “muito importante’ que fará nos dias 16 e 17 de março. Alencar também pregou unidade em torno de seu nome para se lançar candidato nesse ano.

O vice luta contra um câncer na região abdominal há cerca de 12 anos. Seu nome foi recentemente considerado, a pedido do presidente Lula, para disputar o cargo de governador de Minas Gerais e resolver o imbróglio da base aliada no Estado, segundo maior colégio eleitoral do país.

“Eu estou muito bem, mas tenho um exame muito importante que será feito nos dias 16 e 17 de março. Eu, antes disso, não tomo nenhuma decisão de candidatura, porque o meu propósito é colaborar para que tudo esteja bem em Minas Gerais, independentemente do meu interesse”, disse após encontro com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo mineiro, nesta segunda-feira (8). A visita foi considera de “cortesia” pelos dois.

Pré-candidatos pelo PT ao governo do Estado, o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel nem sequer resolveram as pendências internas em relação ao nome da legenda que sairá para a disputa. A sigla tenta costurar acordo com o PMDB e vislumbra a cabeça de chapa.

Já o ministro Hélio Costa (Comunicações), pré-candidato peemedebista para concorrer à sucessão em Minas, reivindica o cargo majoritário em uma hipotética coalizão com o PT por ser o candidato mais bem colocado em pesquisas de opinião feitas até o momento.
No entanto, os três deram mostras de que poderão abrir mão das pretensões políticas em torno de José Alencar.

“Se eu resolver me candidatar a alguma coisa, eu confesso a vocês que eu prefiro um cargo do Legislativo. Isso não significa que tenha que ser para o Senado, porque há também eleição para deputado estadual e deputado federal”, disse José Alencar.

Alencar também condicionou sua entrada no jogo eleitoral a uma unanimidade entre os partidos que o apoiariam. “Que houvesse apoio das lideranças dos partidos e das pessoas”, resumiu ao ser questionado sobre o que levaria, além da plena saúde, a decidir-se pela candidatura.

Sobre as declarações do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que no último fim de semana fez críticas ao governo Lula, o vice preferiu não polemizar. “Nós que estamos no governo ao lado do presidente Lula achamos que a diferença [entre os dois governos] é muito grande.”

Palanque inteligível
Mais tarde, em evento na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte, onde foi receber um diploma de "Honra ao Mérito", Alencar assumiu um tom mais eleitoral. Sem citar o nome de Dilma Roussef, o vice disse que vai trabalhar para tentar unir o palanque a favor da ministra em Minas Gerais.

"Quero que haja unidade para que o candidato nacional do Lula tenha em Minas um palanque inteligível, um palanque que as pessoas olhem para ele e o aplaudam", disse.

"Eu tenho o dever de fazer tudo para que o presidente Lula tenha assegurada a continuação do seu trabalho", completou.

Ainda em Belo Horizonte, Alencar recebeu título de "militante honorário" do PT, durante evento de posse dos presidentes estadual e municipal da legenda. "Vou perguntar ao Reginaldo Lopes (presidente estadual do PT) se com esse título, eu tenho direito a voto dentro do PT", disse, sorrindo.

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