CPI do mensalão do DEM retoma trabalhos sem nomeação de presidente

Da Agência Brasil

Em Brasília

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar as denúncias do suposto esquema de corrupção no governo local segue sem presidente.

Apesar da reunião extraordinária de hoje (9), convocada para a eleição do novo presidente, no lugar de Alírio Neto (PPS), a eleição não aconteceu porque apenas três das cinco vagas da comissão estão ocupadas. O suplente Raad Massouh (DEM) que voltou ontem (8) à Casa para substituir Geraldo Naves (DEM), já deve deixar o posto para o deputado titular Paulo Roriz (DEM), que estava no comando da Secretaria de Habitação.

A vaga aberta com a saída de Eliana Pedrosa (DEM), ex-secretária do governo Arruda, é do PMDB, seguindo o princípio da proporcionalidade partidária, mas a legenda permanece sem indicar um nome. Em último caso, a indicação deverá ser feita pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR). De acordo com o regimento interno da Câmara, na falta de indicação dos partidos, o presidente da Casa pode fazê-la.

Com o troca-troca de membros, o trabalho da CPI não consegue avançar muito. O presidente interino da comissão, Batista das Cooperativas (PRP), e o relator, Raimundo Ribeiro (PSDB), votaram a favor de a comissão iniciar os depoimentos pelos diretores das empresas prestadoras de serviço ao governo distrital, como as do setor de informática, de onde sairia o dinheiro para abastecer o esquema de propina.

O deputado Paulo Tadeu (PT), único representante da oposição no colegiado, foi voto vencido. Ele defendia ouvir, em primeiro lugar, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, autor das denúncias, e o jornalista Edson Sombra, que teria sido vítima de tentativa de suborno na semana passada para mudar seu depoimento sobre o caso.

Os três deputados definiram que irão solicitar os contratos de informática firmados por vários órgãos do governo local e irão requisitar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investiga o esquema.

O petista Padeu Tadeu (PT) quer que a comissão ouça também os policiais civis de Goiás José Henrique Cordeiro e Luiz Henrique Ferreira, e o servidor da Câmara Legislativa do DF Francisco do Nascimento Monteiro, presos sob a acusação de grampearem gabinetes de parlamentares de oposição a mando do governador José Roberto Arruda (sem partido).

Segundo informações da Câmara Legislativa, Francisco está lotado no gabinete do deputado Benedito Domingos (PP).

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