Oposição promete reagir a pedidos de urgência de Lula para projetos do pré-sal

Marcos Chagas
Da Agência Brasil
Em Brasília

A oposição no Senado já se mobiliza para reagir à iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de requerer pedido de urgência aos projetos de lei do pré-sal que tramitam na Casa. O líder do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), qualificou a iniciativa do presidente como “provocação” e disse que, agora, a chance de o DEM e o PSDB aceitaram debater os projetos “a toque de caixa é nula”.

Agripino Maia argumentou que as matérias tramitam há um ano e meio na Câmara e Lula não pode querer que o Senado, com o pedido de urgência, acelere a tramitação e o debate da matéria. “Achamos um desrespeito do governo pedir urgência de matérias como essas em ano eleitoral. Foi uma desnecessária provocação do presidente Lula”, disse o líder.

Ele acrescentou que o governo sabe que, sem a participação dos partidos de oposição no debate as chances de aprovação dos projetos do pré-sal são praticamente nulas.

O líder do do PDT, Osmar Dias (PR), apesar de integrar a base governista, disse que nas reuniões do Conselho Político com o presidente, sempre posicionou-se contrário a essa iniciativa. “A urgência pode dificultar o debate ou até não votar os projetos o que seria muito pior”, argumentou o pedetista.

Osmar Dias lembrou que, por 2010 ser um ano eleitoral com calendário de trabalho no Congresso apertado, o pedido de urgência não é uma boa estratégia. Destacou, porém, que o presidente Lula sempre deixou claro nas reuniões do conselho que quer encerrar o governo com isso resolvido. “Ele quer, como se diz no meio agrícola, passar o rastelo”, afirmou o senador.

Já o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pretende atuar como “árbitro das divergências” decorrentes da iniciativa presidencial. Para ele, a urgência não prejudica. Mesmo com tempo definido para apreciação, há “a oportunidade de exercer a atividade legislativa em sua plenitude”.

Sarney minimizou o embate político que a iniciativa de Lula deve causar no Senado neste primeiro semestre de trabalho. Segundo ele, isso faz parte do jogo e “da parte do governo, deve fazer tudo para que se aprove com a maior brevidade possível porque é do interesse do Brasil”.
 

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