Tucanos dizem que ano eleitoral na Câmara será produtivo apesar de eleição

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília

A agenda de votações na Câmara será pesada no primeiro semestre deste ano eleitoral, esvaziará durante as eleições e será retomada com força entre o fim das votações e a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do seu cargo. É essa avaliação de líderes do PSDB, que, no entanto, rejeitam regime de urgência para aprovação dos projetos do pré-sal, combustível da pré-candidatura de Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, ao Palácio do Planalto.

 

De acordo com eles, não haverá oposição impeditiva, assim como em 2002, para barrar iniciativas tanto no início deste ano como no fim, depois do provável embate entre o tucano José Serra, governador de São Paulo e até agora líder nas pesquisas de intenção de voto, e Dilma, preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“No segundo semestre será mais devagar, ninguém de ferro”, disse a jornalistas o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA). “Mas não tem porque ser devagar no começo do ano. Podemos inclusive levar em conta que o segundo semestre será menos forte e, sem deixar de discutir, votar o que for preciso. Depois das eleições é a mesma coisa, porque também foi assim no governo Fernando Henrique Cardoso.”

 

Nesta terça-feira (9) o Plenário da Câmara vota duas propostas que tramitam em regime de prioridade. Uma modifica a Lei Pelé (9.615/98) e garante recursos para clubes formadores de atletas, entre outros assuntos. A outra é a proposta de emenda à constituição (PEC) relativa à reforma do Judiciário, incluindo a discussão sobre o fim do nepotismo na Justiça.

 

“Hoje é um bom exemplo de que mesmo com as eleições se aproximando nós não vamos encurtar o nosso ano”, disse o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP). “Nossa oposição não quer inviabilizar o país, até porque temos chances boas de voltar ao governo federal. Precisamos administrar com seriedade e é isso que vamos fazer.”

 

Pré-sal
Os três projetos do pré-sal ainda pendentes de aprovação não estão na pauta da semana, mas ainda podem ser incluídos pelo presidente da Câmara, Michel Temer (SP). Havia previsão de votação desses projetos após avaliação do veto de Lula ao dispositivo que retiraria do Orçamento da União os recursos para obras da Petrobras suspeitas de irregularidades. Macris disse que falta acordo para que isso vá adiante.

 

“Não tem nenhum acordo com os líderes do governo sobre isso”, afirmou Macris, ligado ao governador paulista e pré-candidato do PSDB à Presidência da República. “Votar é uma coisa. Votar em regime de urgência no Senado, sem tempo de discutir, é outra. Isso nós não vamos fazer.” A matéria tramita na Câmara há cerca de um ano e meio e o presidente quer vê-la aprovada rapidamente no Senado.

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