Após ser adiada pela 4ª vez, Câmara do DF deve eleger hoje presidente da CPI do mensalão do DEM

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Após a manobra que adiou pela quarta vez a tentativa de eleger o presidente da CPI da Corrupção, criada para investigar o esquema de corrupção que envolve o governo local, o chamado mensalão do DEM, os deputados distritais voltam a se reunir para tentar escolher o comandante da comissão de inquérito.

O deputado Raad Massouh (DEM) passou a integrar na segunda-feira (8) a CPI, em substituição ao segundo suplente Geraldo Naves (DEM), que deixou a comissão na última sexta-feira (5) e também a presidência da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), responsável pela análise dos pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (sem partido), que seria o chefe do suposto esquema de corrupção.

Geraldo Naves anunciou sua saída horas depois de confirmar que entregou ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Edson Sombra, um bilhete escrito por Arruda. Sombra apresentou o bilhete à Polícia Federal (PF) como prova de que vinha sendo pressionado para mudar seu depoimento sobre o suposto esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal e na Câmara Legislativa.

Naves negou que o bilhete faça parte de uma tentativa de suborno. Segundo o deputado distrital, o recado do governador tinha o objetivo de tranquilizar o jornalista, que, segundo ele, temia que houvesse redução de anúncios publicitários e patrocínio para seu jornal por causa do escândalo revelado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa.

A denúncia de tentativa de suborno levou Rodrigo Diniz Arantes a pedir desligamento do cargo de secretário particular de Arruda, de quem é sobrinho. Arantes foi apontado por Antonio Bento como articular da ação. Membro do Conselho Fiscal do Metrô há quatro anos e funcionário no jornal de Sombra, Bento foi preso na última quinta-feira (4), quando tentava entregar R$ 200 mil ao jornalista. Ele seria um emissário de Arruda para tentar subornar a testemunha.

“Meu nome foi citado indevida e maldosamente pelo senhor Antônio Bento da Silva numa história fantasiosa e absurda, construída como parte da farsa arquitetada contra o Governador José Roberto Arruda”, diz a nota divulgada por Rodrigo Arantes.

Os advogados de Arruda negam o envolvimento do governador na tentativa de suborno.

* Com informações da Agência Brasil

 

 

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