Oposição espera que vice-governador do DF e deputados acusados deixem os cargos

Carolina Pimentel
Da Agência Brasil
Em Brasília

Com o pedido de licenciamento do governador José Roberto Arruda (sem partido), por causa da decretação de sua prisão preventiva pela Justiça, a expectativa dos deputados distritais de oposição é que o próximo passo seja a saída de todos os envolvidos no suposto esquema de pagamento de propina dos cargos que ocupam no governo do DF. Entre os acusados, estão o vice-governador Paulo Octávio (DEM), que assumiu o governo no lugar de Arruda, e oito distritais.

O deputado Paulo Tadeu (PT) afirmou que vai defender essa posição durante a reunião de amanhã (12) dos distritais com Paulo Octávio, convocada pelo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR).

Por 12 votos a 2, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou prender o governador e mais cinco pessoas por tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra, testemunha na investigação do suposto esquema de corrupção que seria liderado por Arruda.

  • Lula Marques/Folha Imagem

    Manifestantes protestam contra Arruda em frente à sede da Polícia Federal em Brasília; o governador do DF teve a prisão preventiva decretada pelo STJ e se entregou à PF

O pedido de prisão preventiva foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República e acatado pelo ministro Fernando Gonçalves, relator do caso no STJ. O magistrado levou sua decisão à apreciação em plenário pelos outros ministros do tribunal, que ratificaram, por maioria, o seu voto. A defesa de Arruda recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

GD

Decisão de prender Arruda é boa ou ruim para a política?

Na carta em que anuncia o afastamento do cargo, Arruda diz ser vítima de uma série de “armadilhas, armações, flagrantes pré-fabricados, denúncias” para impedi-lo de se candidatar à reeleição em outubro próximo, além de classificar como “imprópria, absurda” a determinação judicial.

A carta foi entregue aos distritais pelo secretário de governo do DF, Flávio Giussani, e lida, em sessão extraordinária, pelo secretário da Mesa Diretora da Câmara, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB).

Além da prisão de Arruda, a Procuradoria-Geral da República pediu ao STF que decrete intervenção federal no Distrito Federal. A ideia é rejeitada pelos parlamentares da base governista. “Não tem intervenção. A palavra de ordem é governabilidade”, disse o deputado Batista das Cooperativas (PRP), presidente interino da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o esquema. A maioria dos governistas evitaram comentar a prisão de Arruda.

Para Paulo Tadeu, a “intervenção pode ser a única saída”, caso a Câmara não acelere as investigações sobre os acusados e o andamento dos pedidos de impeachment de Arruda.



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