Governador em exercício, Paulo Octávio desiste de reunião com deputados distritais

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), que assumiu o poder após a prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido) nesta quinta-feira (11), desistiu de participar da reunião com os deputados distritais, que estava marcada para as 9h30 desta sexta-feira. Até as 12h, ele não havia chegado para o encontro e, segundo a assessoria de imprensa da Câmara Legislativa do DF, ele estava à caminho, mas decidiu não ir mais.

A reunião havia sido convocada pelo presidente da Casa, deputado Wilson Lima (PR), após o pedido de licença de Arruda. De acordo com Lima, a reunião é para garantir a "governabilidade" na capital federal.

Empresário do ramo da construção civil e um dos homens mais ricos do DF, Paulo Octávio também é citado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa, que denunciou o mensalão do DEM, como beneficiário da partilha das propinas pagas por empresas que prestam serviços ao governo do DF. Ele nega envolvimento.

Além dele e de Arruda, Barbosa acusa mais de 30 pessoas e várias empresas de participarem do esquema de desvio e distribuição de recursos públicos à base aliada do governador.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal anunciou hoje que vai pedir novamente o impeachment do governador do DF em exercício. Em nota, a entidade informou que a decisão pelo impedimento deve ser aplicada tanto ao governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), como a seu vice e governador interino Paulo Octávio (DEM), caso ele continue no cargo.

“Nada justifica a posse do vice Paulo Octávio. É público e notório que ele está envolvido no escândalo e não tem condições jurídicas e políticas para suceder o governador em caso de afastamento determinado pela justiça”, afirmou o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo.

Apesar de o DEM ter determinado que todos os seus filiados deixem os cargos no governo do DF, o partido poupou o vice. "Avaliamos que não temos nada contra; se tiver daqui para frente, é outra circunstância", afirmou o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, à "Folha de S.Paulo".



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