Manifestantes comemoram possível manutenção de prisão de Arruda

Da Agência Brasil
Em Brasília

Os cerca de 40 manifestantes que estiveram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo de toda a manhã de hoje (12) comemoraram a informação de que o ministro Marco Aurélio Mello teria decidido negar o pedido de habeas corpus e manter a prisão do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido).

A informação foi passada ao grupo por telefone por um dos manifestantes do movimento que estava na Câmara Legislativa do DF. A decisão, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelo STF.

“[A prisão] É o primeiro resultado concreto da nossa luta. Ele [Arruda] está preso, está licenciado, não é mais governador do Distrito Federal. Mas [o vice-governador] Paulo Octávio também não pode governar, ele tem que sair também. A luta continua”, comemorou Raul Cardoso, um dos organizadores do movimento Fora Arruda.

Outro manifestante, o educador Alessando Maia, ponderou, no entanto, que a decisão não tem caráter definitivo. “Temos um precedente, que é o primeiro governador preso. Mas também podemos ser surpreendidos com uma convocação extraordinária dos ministros do STF para a análise do caso”, assinalou.

Quanto ao pedido da Procuradoria-Geral da República de intervenção federal no DF, Raul Cardoso acredita que seja a melhor solução para o Executivo local. “É algo que ninguém queria que acontecesse, mas a cada dia ela [a intervenção] tem se mostrado mais necessária. Todo o Poder Público do DF, em maior ou menor grau, está envolvido nesse caso”, defende.

A concentração de manifestantes foi maior durante a madrugada, quando cerca de 100 pessoas permaneceram acampadas em frente ao edifício sede do STF, na Praça dos Três Poderes.

“Muita gente teve que ir embora por causa do trabalho, mas nós continuamos resistindo. A nossa expectativa é que ele [Arruda] continue preso. O fato de ele ter passado uma noite preso, ainda que em uma sala especial da diretoria da Polícia Federal, já é uma vitória, fortalece o nosso movimento”, afirma Raul Cardoso.

Segundo o advogado do movimento, Gilson dos Santos, não houve confrontos com a segurança do STF nem com a Polícia Militar do Distrito Federal, que isolou parte das Praça dos Três Poderes, limitando o acesso ao prédio do Supremo.

Os manifestantes já deixaram o local no qual permaneceram por toda a manhã entoando palavras de ordem e marchas de carnaval com sátiras à classe política do DF.

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