Intervenção federal divide deputados distritais em Brasília

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

A possibilidade de intervenção federal no Distrito Federal gera discórdia entre os deputados distritais. A proposta feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal), com a alegação de que a linha sucessória do governador José Roberto Arruda (sem partido) estaria envolvida no escândalo de corrupção no DF.

O defensor mais assíduo da intervenção é o deputado Reguffe (PDT). O parlamentar alega que, apesar da ação ser uma medida extrema, ele aprova a ideia. “A população quer uma apuração com todo rigor. O dinheiro do contribuinte foi saqueado e isso é inaceitável. Eu defendo que assuma o presidente do Tribunal de Justiça (do DF e Territórios, Nívio Geraldo Gonçalves), ainda que seja apenas durante o período das investigações”, explica.

Já o deputado Paulo Roriz (DEM) respondeu enfurecido ao apelo do pedetista, que após o fim da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), anunciou em plenário sua posição sobre a sucessão e comando do governo do Distrito Federal. “O deputado Reguffe parece que não gosta de seu partido e parece que ele não gosta de política. Com suas colocações, (ele) nos deixa muito preocupados. Deveria ter mais cuidado com o que fala”, ataca.

A tréplica de Reguffe se restringiu a defender que os trabalhos da Câmara e as investigações devem ser feitas com isenção.

Em outra ponta, tanto o deputado petista Paulo Tadeu quanto a deputada do mesmo partido, Érika Kokay, não refutam a idéia da intervenção. “Sou favorável”, indica objetivamente Tadeu. “Brasília não pode ficar mergulhada nas denúncias de corrupção. Se for a medida necessária para restituir a ordem, que tenhamos a intervenção. Se a Câmara cumprir sua função. Não haverá necessidade”, destaca a petista.

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