Líderes do DEM querem desvincular imagem do partido com a de Paulo Octávio

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

Cerca de duas horas depois do pronunciamento do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), dizendo que ficaria no cargo, o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC), anunciou em nota que a afirmação de que Octávio se manteria no posto a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é praticamente um pedido de saída da legenda.

“A única recomendação que o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, deveria seguir é a de seu partido, o Democratas. Ao dizer que acatou conselho de presidente Lula, Paulo Octávio praticamente assina sua ficha de desfiliação”, alegou o parlamentar.

Pouco antes, a assessoria de Paulo Octávio havia encaminhado à imprensa uma nota recuando e corrigindo a fala. “No momento em que falava de improviso, o Governador interino do DF, Paulo Octávio, disse, inadvertidamente, que o Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria ‘recomendado’ que ele permanecesse no governo. Na realidade, em nenhum momento Sua Excelência o Presidente fez qualquer sugestão, recomendação ou proferiu qualquer manifestação sobre sua permanência ou não no cargo”, diz a nota.

A assessoria de Bornhausen nega que tenha recebido oficialmente a nota de Paulo Octávio e reafirma a posição de que o partido deverá decidir o futuro dele no DEM na reunião da próxima terça-feira.

O deputado federal ACM Neto afirmou, também nesta quinta-feira, que o seu partido fará "de tudo para desvincular completamente a legenda do governo do Distrito Federal (DF)". "Não passamos a mão na cabeça de ninguém. Iríamos expulsar (José Roberto) Arruda, mas ele decidiu sair um dia antes. O presidente da Câmara saiu. Obrigamos todos os filiados a saírem e retiramos qualquer tipo de apoio ao governo do DF", justificou o vice-presidente nacional do DEM.

O líder do DEM no Senado, José Agripino, também disse, mais cedo, que “é ponto pacífico” na legenda a abertura de processo de cassação contra Paulo Octávio. “Não há como desvincular as ações do governador do vice-governador”, explica. Ele adiantou que a intenção do partido é nomear filiados sem qualquer relação com o atual governo.

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