Opositores de Arruda apostam na renúncia de Paulo Octávio

Camila Campanerut

Do UOL Notícias<br>Em Brasília

Atualizada às 11h47

É grande a expectativa na Câmara Legislativa do Distrito Federal pela renúncia do governador interino Paulo Octávio (DEM) do cargo, de acordo com deputados distritais ouvidos nesta quinta-feira (18) pelo UOL Notícias .

“Não é possível continuar a desenvolver nossos trabalhos com a crise e a falta de governo que assola esta cidade nos últimos dois meses”, aponta o deputado distrital Paulo Tadeu (PT), líder do partido na Câmara do DF .

Paulo Octávio se reuniu na manhã de hoje com o Luiz Inácio Lula da Silva no Centro Cultural Banco do Brasil -sede provisória da Presidência da República. A reunião, no entanto, não estava prevista na agenda oficial de Lula. Em relação ao encontro de Octávio com Lula, o deputado contemporiza. “Mesmo o governo Lula não tendo relação com essa crise, é importante dialogar”, destaca.

Mais cedo, ao chegar à Casa, o recém-eleito presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), confirmou que a pauta da reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será única: a análise do parecer sobre os pedidos de impeachment do governador licenciado e preso há uma semana Superintendência da Polícia Federal, José Roberto Arruda (sem partido).

A afirmação de Lima é uma reposta às especulações sobre a decisão (que sairia nesta quinta-feira) do destino de outros oito deputados distritais citados na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que revelou crimes de corrupção e favorecimentos a empresas prestadores de serviço ao governo do Distrito Federal.

Os deputados citados no processo são Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Júnior Brunelli (PSC), Leonardo Prudente (DEM), Rogério Ulisses (PSB), Roney Nemer (PMDB), além dos suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP).

De acordo com Lima, a expulsão, a princípio, desses deputados só será analisada após a apresentação do parecer do corregedor da Câmara, Raimundo Ribeiro (PSDB), no próximo dia 26 de fevereiro.

No caso de renúncia de Paulo Octávio, Lima seria empossado como governador, obedecendo a linha sucessória, mas o deputado preferiu não comentar o assunto. Ele alega que “ainda é cedo” para este tipo de discussão.

Na semana que vem, o DEM, partido de Octávio, deve se reunir para analisar o pedido de expulsão dele, a ser feito pelo senador Demóstenes Torres (GO) e o deputado Ronaldo Caiado (GO).

CCJ e os pedidos de impeachment

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal deve aprovar na manhã desta quinta-feira (18) os três pedidos de impeachment contra o governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido). Uma opção para o governador escapar da cassação seria renunciar ao cargo. O relator do caso na CCJ, deputado Batista das Cooperativas (PRP), sinalizou na semana passada que apresentará um o relatório favorável à aceitação dos três pedidos de impedimento pelo crime de responsabilidade contra o governador.

Uma vez criada, a comissão tem dez dias para anunciar um parecer que será analisado em plenário. A votação do parecer da Comissão dependerá da aprovação em plenário de 2/3 (16) dos 24 deputados distritais. Ao governador afastado será dado um prazo de 20 dias para que apresente sua defesa.



 

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