Em discurso, Dilma prioriza juventude e defende igualdade de gêneros

Camila Campanerut
UOL Notícias
Em Brasília

Em sua primeira fala como pré-candidata oficial do PT à Presidência, a ministra–chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou neste sábado (20) em Brasília, que a prioridade de seu governo será a educação dos jovens. “A educação é o meio de emancipação política e cultural, uma forma de ter acesso à cidadania. A prioridade é a qualidade na educação da creche à pós-graduação. Os jovens serão os primeiros beneficiados”, disse. Ela destacou que a população com idade entre 15 e 29 anos representa cerca de um quarto da população, aproximadamente 50 milhões de brasileiros.


O tom do discurso, de quase uma hora, foi vigoroso, porém ainda não tão carismático como o de presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou que irá manter a política econômica, os programas sociais do governo Lula e ainda ampliá-los: “Pretendemos continuar esse processo iniciado há sete anos. Vamos manter e aprofundar aquilo que é a marca do presidente Lula, sua marca pessoal, seu compromisso social”.

Aos gritos de “o povo, o povo decidiu, agora é a Dilma, presidente do Brasil”, a ministra disse que jamais imaginou que merecesse este desafio e citou os escritores Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana para dar sensibilidade à intenção de mostrar que irá enfrentar o desafio de concorrer à Presidência “com humildade, serenidade e confiança”.

Disposta a conquistar o eleitorado feminino, Dilma falou o tempo todo em valorizar as mulheres, seguindo o que o presidente Lula já tinha adiantando no discurso dele: “Nós temos que trabalhar muito no Brasil para acabar como preconceito contra a mulher, contra o negro”.

É bom ser coroa

Ao sair da cerimônia, a pré-candidata quis apenas cumprimentar rapidamente os jornalistas e mostrar que a avaliação dela sobre o evento era muito boa. “Foi muito emocionante”, resumiu.

Dilma disse que caberá ao novo presidente do partido, José Eduardo Dutra, correr atrás das alianças para a candidatura dela e reafirmou que “o Brasil precisa de um governo de coalisão”.

Questionada sobre um jingle que circula na internet, com o seguinte refrão “Depois do cara, a gente vota na coroa. A gente quer gente boa”, a ministra disse que gostou e que “em um determinado ponto de vista é bom ser coroa”.

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