Líderes do DEM aprovam saída de Octávio e dão ultimato a membros no governo do DF

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

Desfiliação e renúncia de Octávio no DF melhoram a imagem do Democratas?

Importantes membros do Democratas aprovaram a decisão do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, de pedir sua desfiliação e pouco depois deixar o cargo nesta terça-feira (23), na esteira dos casos de corrupção envolvendo a gestão do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

Os líderes partidários reforçaram que serão expulsos sumariamente os filiados vinculados ao Palácio do Buriti até esta quarta-feira (24), dia de reunião da Executiva Nacional do Democratas. Depois de encaminhar a situação de Octávio, deve ser avaliado o pedido de dissolução da Executiva do DEM no Distrito Federal e a formação de uma comissão provisória para reestruturar o diretório.

“Ele fez como Arruda: bateu em retirada”, disse a jornalistas o deputado Ronaldo Caiado (GO), que insistiu pela saída de Octávio da sigla. “Vamos manter o pedido de dissolução do DEM-DF e amanhã também será discutida a proibição de qualquer filiado do DEM de participar do governo do Distrito Federal.”

O DEM-DF era comandado até recentemente por Octávio, que se licenciou do cargo assim que veio à tona o esquema do mensalão do DEM. A decisão do empresário de deixar o partido o impede de disputar as eleições deste ano e passa o governo do DF ao presidente da contaminada Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR).

De acordo com Caiado, a proposta de dissolução será analisada para que depois seja constituída uma nova comissão a ser composta por um presidente e entre cinco e dez membros. Esse grupo provisório reagrupará as forças do partido no Distrito Federal, onde obteve sua única grande vitória nas eleições de 2006.

Para o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), “o partido fez sua parte. O PT deveria ter feito o mesmo no seu caso”. “Estamos aliviados. Faremos de tudo para estarmos lincados com o pensamento da sociedade”, afirmou o deputado, que refutou qualquer possibilidade de a sigla manter o governo do Distrito Federal. O secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, se insinuava como candidato a isso. “Não há ninguém do DEM para assumir o governo do Distrito Federal. A discussão está encerrada”, afirmou o líder.

O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que Fraga “não tem problema em seguir a orientação do partido” apesar de ainda não ter entregado seu cargo.

Meia debandada
O UOL Notícias apurou que quatro membros deixarão o DEM para seguir na gestão candanga. São eles o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adriano Cabral, seu subsecretário, Saulo Diniz, o presidente da empresa de turismo de Brasília, João Oliveira, e Fabrício Braga, gerente do programa Vilas Olímpicas.

Outros quatro deixarão o governo para ficar no DEM: Flavio Cury, diretor de Desenvolvimento do Banco de Brasília; Nilo Cerqueira, administrador da Sudoeste de Brasília; Antonio Gomes, presidente da companhia imobiliária de Brasília; e Roberto Giffone, da agência de fiscalização do governo.

Veja a seguir que pode acontecer com Arruda e com o Distrito Federal

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