Renúncia de Paulo Octávio reforça tese da intervenção, diz procurador

Lísia Gusmão
Da Agência Brasil
Em Brasília

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (23) que a renúncia do governador em exercício, Paulo Octávio, é um indício da falência das instituições no Distrito Federal e que não há outra solução senão a intervenção.

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“A rigor (a renúncia) não muda nada. O pedido de intervenção se fundamenta na falência generalizada das instituições no Distrito Federal, sobretudo dos Poderes Executivo e Legislativo. Portanto, a renúncia do governador talvez seja mais um indício dessa falência”, disse.

Para o procurador, a crise que abala o DF desde a Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal, em novembro de 2009, para desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo o governo do DF e a Câmara Legislativa não acabou. “A crise, infelizmente, continua. E infelizmente o Ministério Público continua convencido de que não há alternativa outra que a intervenção”, afirmou.

Autoridades do governo do Distrito Federal e oito deputados distritais são suspeitos de envolvimento no esquema de arrecadação e distribuição de propina. Diante da abrangência do suposto esquema, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal, em 11 de fevereiro, a intervenção federal, minutos após a decretação da prisão preventiva do governador José Roberto Arruda (sem partido) pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

Arruda está preso na Superintendência da Polícia Federal por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção. Com o afastamento do governador, o vice Paulo Octávio assumiu o cargo, mas não resistiu à falta de apoio político. A renúncia era esperada desde a semana passada, mas só foi formalizada hoje.

Veja a seguir que pode acontecer com Arruda e com o Distrito Federal

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