Tumulto marca reunião de comissão que julgará deputados distritais envolvidos no mensalão do DEM

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal iniciou os trabalhos nesta quinta-feira (25)  atrasada e com integrantes diferentes da formação original.

O presidente da comissão, Bispo Renato (PR), está de licença médica. Sua suplente natural seria a deputada Eurides Brito (PMDB). Entretanto, ela é uma das distritais flagradas em vídeo de suposta propina e está entre os nove parlamentares que serão julgados por essa comissão de ética. Assim, a reunião acabou sendo presidida pela deputada Érika Kokay (PT).

O objetivo da sessão de hoje é discutir e votar os pareceres do corregedor, o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), sobre o pedido de cassação de oito deputados distritais envolvidos na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal. Esses parlamentares são citados no caso de corrupção e pagamento de propinas para servidores e empresas prestadoras de serviço do DF.

O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), corregedor da Casa, também é membro da comissão. No entanto, se manteve fora da sessão, por já ter apresentado parecer. No lugar dele, foi acionado seu suplente, o deputado Dr. Charles (PTB).

“Não há necessidade [da presença de Ribeiro], pois ele se faz representado pelo parecer”, explicou a deputada Érika Kokay ao deputado Batista das Cooperativas, que ameaçava sair da reunião e pedir o cancelamento da sessão, caso o deputado Dr. Charles (PTB) não aparecesse.

“Estou comunicando que buscássemos chamar outros parlamentares. Não podemos fazer a reunião da comissão de ética, ao meu ver, com três membros apenas. Se não for o caso, eu não participarei desta comissão”, ameaçou Batista.

O deputado Dr. Charles demorou, mas apareceu. “Vim aqui cumprir o meu trabalho”, disse. A reunião foi paralisada por 10 minutos com a promessa de voltar e retomar os trabalhos.

Regulamento
Pelo regulamento interno, uma comissão de cinco integrantes não pode seguir com a sessão se faltar mais de dois de seus membros. Com a falta de apenas um -- no caso, o presidente da comissão, Bispo Renato --, a reunião poderia seguir sem irregularidades.

O único deputado que está atrasando o andamento do encontro é Batista das Cooperativas (PRP). No entanto, no momento em que o distrital expressou sua opinião de que não participaria e de que não concorda com a ausência do corregedor --apesar da presença de um suplente-- ele recebeu um discreto apoio do deputado Alírio Neto (PPS).

Neto, porém, descartou sair da sessão. “Não pretendo me ausentar. Não haverá possibilidade de não ter comissão”, respondeu durante intervalo.

Já o mais novo membro da comissão, o suplente de Ramundo Ribeiro, o deputado Dr. Charles, se comprometeu em colocar a comissão para funcionar. “Foi publicado hoje (no Diário Oficial da Câmara) meu nome como suplente e aqui estou. Nós temos que fazer (a comissão trabalhar)".

Veja a seguir que pode acontecer com Arruda e com o Distrito Federal

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