Aécio diz não temer ser responsabilizado por eventual derrota do PSDB

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) disse nesta segunda-feira (1º) em Belo Horizonte não se sentir culpado diante de eventual derrota do PSDB na corrida ao Planalto por ainda resistir à pressão feita por integrantes da cúpula da sigla para aceitar sair como vice do governador de São Paulo, o tucano José Serra.

“Eu serei responsabilizado pelo governo que nós estamos fazendo em Minas e tomara que seja uma bela responsabilidade. Cada um de nós é responsável pelo que constrói, pelo que faz”, disse Aécio após lançamento de selo comemorativo do centenário do avô materno, o ex-presidente Tancredo Neves.

O governador citou a eleição desse ano como um dos motivos para que a pressão aumente sobre os personagens que deverão ser centrais nesse pleito. Sem mencionar a pesquisa Datafolha – que traz Serra apenas quatro pontos a frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto –, Aécio pregou serenidade.

“Eu vejo uma certa aflição natural porque a partir de agora nós estamos caminhando para as definições de chapas e das alianças. Mas nós, homens públicos que temos alguma experiência, temos de ter serenidade, pois se hoje o quadro parece favorável a determinado candidato pode ser que no futuro não seja assim”, avaliou.

Ao dizer mais uma vez que não pretende ser vice de Serra, o governador mineiro, no entanto, lembrou que o partido tem “bons nomes para a vaga” e citou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Apesar de defender que uma chapa nesse moldes (somente com integrantes do PSDB) não traria “convergência”, esse cenário, segundo o governador, deveria ser fruto de entendimento entre os partidos de oposição. Sobre Serra, disse que o colega tem “todas as condições [de ser eleito] independente de quem seja o companheiro de chapa”.

Aécio brincou ao revelar a razão pela qual não aceita a vaga de vice. “Eu sou mestiço, como vou participar de uma chapa puro-sangue?”, disse.

Em seguida, o governador mineiro procurou minimizar o seu papel, nesse momento, no cenário político nacional. Em dezembro passado, ele havia anunciado sua desistência de concorrer com o governador paulista à indicação tucana.

“Desde que anunciei a minha saída desta disputa, não estou no centro dessas articulações. Eu hoje me dedico a concluir o mandato em Minas Gerais, da melhor forma possível, e serei um soldado dedicado ao meu partido a ajudar na construção da nossa vitória”, disse, lembrando mais uma vez que deverá concorrer ao Senado.

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