Anúncio de acordo entre PMDB e PT para a disputa em MG sai em duas semanas, diz Hélio Costa

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato pelo PMDB ao governo de Minas Gerais, disse nessa segunda-feira (1º) em Belo Horizonte que um possível acordo entre PT e PMDB para a disputa da sucessão estadual deverá ser concluído em duas semanas. As duas siglas pleiteiam a indicação da cabeça de chapa em uma futura coligação. Pelo lado petista, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel são os nomes colocados.

“Eu sei que os companheiros do PMDB tiveram hoje uma boa reunião com os companheiros do PT. Nós estamos planejando para as próximas duas semanas fazer um pronunciamento conjunto entre o PMDB e o PT e, possivelmente, já com os partidos da base aliada”, disse durante evento de lançamento do selo comemorativo do centenário do ex-presidente Tancredo Neves, no Palácio da Liberdade, sede oficial do governo mineiro.

Segundo Costa, cujo nome aparece em primeiro lugar nas pesquisas de opinião feitas até o momento, as conversações entre os partidos têm como base orientação do presidente Lula, cujo mote se resume no fato de as coligações estaduais não ser empecilhos na criação de palanques para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista ao Planalto.

“Nós estamos caminhando muito bem dentro da proposta que foi feita pelo Presidente da República. Todas as lideranças maiores estão conversando. Em Brasília, todas as quartas-feiras, às 9 da manhã, a liderança do PMDB se reúne com a liderança do PT para tentar encontrar solução para os problemas pendentes não só em Minas, mas em outros Estados”, explicou. Costa voltou a defender a ausência de imposições para a escolha do candidato da hipotética coligação.

“O PMDB nunca fez imposição. O partido não impõe candidaturas, o PMDB apenas quer que sua posição seja respeitada da mesma forma que nós respeitamos as posições dos partidos que fazem parte da base aliada”, disse.

Apesar de dizer que defende o entendimento com o PT no Estado e o nome da ministra Dilma Rousseff para o Planalto, Hélio Costa deixou claro que as portas não estão fechadas para partidos de oposição. Questionado sobre a possibilidade de manter entendimentos com o PSDB, que deverá lançar o vice-governador Antônio Anastasia para a sucessão de Aécio Neves, o ministro não rechaçou a ideia.

“Nós nunca negamos a conversar. Nós estamos sempre abertos e eu tenho certeza que existem condições. Eu conversava há pouco com o governador Aécio Neves e explicava a ele como a nossa campanha será feita de forma elevada, objetiva e com propostas. Mas eu estou fechado com a candidatura da ministra Dilma (Rousseff)”, salientou.

Costa ainda comentou o cenário no qual poderia abrir mão da candidatura em favor do vice-presidente José Alencar, nome cogitado para alinhavar a base em Minas e pôr fim ao desentendimento entre as duas legendas. Irritado, o ministro disse considerar o assunto “velho” pelo fato de, segundo ele, o vice-presidente ter deixado bem clara a sua disposição de concorrer ao Senado.

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