Deputada flagrada colocando dinheiro na bolsa no DF diz que verba era para campanha de Roriz

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

Deputada acusa ex-governador Roriz

A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) afirmou neste fim de semana em seu blog que o dinheiro que foi flagrada em vídeo colocando na bolsa era proveniente de campanha do então candidato ao Senado, Joaquim Roriz (PSC, ex-PMDB). Roriz nega.

Brito explica que a gravação não é atual e se refere à campanha de 2006, quando ajudou Roriz a se candidatar. Segundo ela, o dinheiro recebido pagaria uma dívida da campanha dele com ela, que teria providenciado 12 encontros com líderes comunitários e agentes ligados à área de Educação para angariar votos para Roriz. “(...)Entre maio e junho fiz 12 reuniões. Tenho endereços e nomes dos líderes que organizaram as reuniões e vou apresentá-las como testemunhas. Ele [Roriz] não me deu o dinheiro em seguida, de certo por esquecimento e, também, porque eu não cobrei (...)”, justifica em entrevista publicada em seu blog (http://www.euridesbrito.com.br).

“Daí o lembrei que ele não havia pagado ainda o dinheiro das reuniões de esclarecimento das candidaturas ao governo. E que estava me fazendo falta. (...) No dia seguinte, ele mandou me dizer para eu passar no Durval e eu passei e recebi. Todos viram eu entrando no gabinete do Durval e depois voltando para fechar a porta”, relembra a distrital.

A parlamentar alega ainda que a gravação é anterior ao que se investiga na CPI e que pediu uma cópia do vídeo com áudio à Corregedoria da Câmara, mas eles não conseguiram obter da Polícia Federal.

Brito atuou como Secretária de Educação no governo de Roriz, que teve quatro mandatos como governador. Apesar de incluí-lo no esquema, Brito afirma que sempre teve “uma ligação muito estreita, muito amiga" com ele e o aponta como uma pessoa importante para a capital da República.

Já Roriz, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “a versão dela [da distrital] é fantasiosa e é inacreditável que ela tenha feito uso destes recursos para se defender”.

Diferentemente dos outros dois distritais, Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM) e Júnior Brunelli (PSC), Eurides deixou claro que não pretende renunciar. “Eu renunciar seria uma agressão à minha história de vida, à comunidade a qual pertenço, aos mais antigos alunos que me admiram”, alegou.

Prudente já entregou sua carta de renúncia na última sexta-feira (26) e há expectativa que Brunelli entregue nesta segunda-feira (1º) a dele, uma vez que a relatora de seu caso, a petista Érika Kokay, tem tentando contato por telefone e idas a locais que ele frequenta, mas não conseguiu encontrá-lo para fazer a notificação pessoalmente, como estabelece o regimento interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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