TRE condena Geddel por campanha eleitoral antecipada ao governo da Bahia

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Atualizada às 11h58

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a pagar R$ 5.000 em multa por ter feito campanha eleitoral antecipada. O ministro é pré-candidato ao governo do Estado da Bahia, assim como o atual governador, Jaques Wagner (PT).

A decisão foi tomada com base no artigo 36 da Lei nº 9.504/97, que proíbe a propaganda eleitoral antes de 5 de julho. De acordo com a assessoria de imprensa do TRE, o ministro foi condenado por distribuir adesivos e divulgar em outdoor mensagens de felicitações em cidades do interior e em Salvador.

Além da condenação, se não retirar a publicidade das ruas, o governador terá que pagar uma multa diária de R$ 1.000 por dia. A acusação foi feita pela Procuradoria Regional Eleitoral, que deverá pedir um aumento do valor da condenação. Já Geddel deverá recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

A reportagem do UOL Notícias tentou entrar em contato com a assessoria do ministro, mas não obteve sucesso.

Em fevereiro, a PRE pediu a suspensão, por 24 horas, de todo o conteúdo informativo de uma página do microblog Twitter que divulga as ações de Jaques Wagner (PT) por considerar que foi cometida propaganda eleitoral antecipada.

Foi pedido também o pagamento de uma multa que pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil. A representação foi movida pelo PMDB, partido comandado no Estado pelo ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).

Na época, a assessoria de imprensa do governador negou que Wagner tenha perfil pessoal no microblog e alegou que a página mantida por profissionais de imprensa ligados ao gabinete do Palácio de Ondina apenas divulga a agenda de visitas do petista e ações de sua administração.

Em entrevista a rádios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre as próximas eleições estaduais na Bahia. Após ser questionado por um jornalista, o presidente  disse que não estar "confortável com essa situação". "Gostaria que os dois estivessem juntos. Sonhava em construir uma aliança igual a que permitiu a vitória de Jaques Wagner em 2006”, disse Lula na entrevista, realizada no aeroporto de Petrolina.

O presidente ainda não definiu qual candidato apoiará, já que ambos são aliados do governo federal. “Temos tempo para construir muita coisa. São 30 dias para a descompatibilização e mais 30 dias para convenção partidária do PT. Política tem muito para acontecer”, afirmou.

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