PT recomenda que Estados não façam prévias para escolher candidatos

Camila Campanerut*
Do UOL Notícias

Em Brasília

Atualizada às 18h09

A primeira resolução da reunião no Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores que acontece nesta sexta-feira (5), em Brasília, foi a recomendação aos Estados para que não haja prévias para as pré-candidaturas de cargos majoritários, ou seja, para governadores, vice-governadores e senadores.

Após declaração de Hélio Costa, PT define calendário de prévias em Minas Gerais

O PT em Minas tem como pré-candidatos o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O PT afirmou que as prévias devem acontecer em dois dias: 2 de maio (1º turno) e 16 de maio (2º turno, se houver necessidade). O presidente estadual do PT, deputado Reginaldo Lopes, minimizou, entretanto, o calendário dizendo que se trata apenas de uma "formalidade"


"Concluímos que as prévias seriam inoportunas, embora estejam previstas no estatuto do partido", explica o novo presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.

No entanto, ao menos três Estados já sinalizaram que, mesmo assim, irão levar seus filiados às prévias para escolher os candidatos ao Senado. São eles: Pernambuco, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Em Mato Grosso, a senadora Serys Slhessarenko está firme em se recandidatar, mas terá de enfrentar o deputado federal, Carlos Abicalil. No Rio de Janeiro, a disputa é entre o prefeito de Nova Iguaçu Lindenberg Farias e a ex-governadora Benedita da Silva. E em Permambuco, os concorrentes pela vaga na Casa Legislativa são o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa e o ex-prefeito do Recife, João Paulo Lima e Silva.

Já no Distrito Federal, o PT tem dois interessados na pré-candidatura ao governo. A briga está entre o deputado federal Geraldo Magela e o ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz. “Estamos aconselhados, mas não estamos proibidos, porque o partido não tem outro mecanismo para dar uma solução [à questão]”, defendeu Benedita.

Em Minas Gerais, a disputa pode se dar entre o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O diretório estadual já definiu as datas para as prévias, mas o presidente estadual, deputado Reginaldo Lopes, minimizou o calendário dizendo que se trata apenas de uma "formalidade". "Em 30 dias, o PT de Minas terá o nome do seu candidato", disse.

“No Rio, não temos todo o tempo do mundo. Vamos esperar até segunda-feira (8)”, avisou Lindenberg Farias. O prefeito de Nova Iguaçu advertiu que, se não souber da decisão da chapa regional, haverá votações no dia 28 de março para decidir quem irá para as eleições ao Senado.

Segundo Lindenberg, a posição nacional do partido foi dura e visa criar constrangimento entre os filiados que pretendem disputar as prévias, uma vez que a idéia da Executiva Nacional da legenda é juntar esforços para fortalecer a campanha da pré-candidata única do PT à presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Apoios e coligações
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, anunciou que a legenda já definiu os apoios que irá oferecer para aos governos estaduais em favor da coligação e descartou a possibilidade de haver candidatura própria justamente nos Estados em que há possibilidade de ocorrer prévias.

 

No Rio de Janeiro, a chapa petista irá ao palanque ao lado do atual governador Sérgio Cabral (PMDB). Em Pernambuco, a bandeira vermelha e a pré-candidata Dilma devem dar apoio ao atual governador Eduardo Campos (PSB). E no Mato Grosso, o apoio será ao vice-governador, Silval Barbosa (PMDB). Ele é vice de Blairo Maggi, que deve se candidatar ao Senado.

 

No Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho já expressou apoio à candidatura de Dilma. Ele é pré-candidato pelo PR ao governo fluminense. Questionado se algo mudaria após as denúncias de que Garotinho, a mulher e mais 86 pessoas teriam seus bens bloqueados pela Justiça sob alegação de improbidade administrativa, Dutra foi objetivo: "Nós queremos o apoio do PR". Mas quando questionado se Dilma subiria no palanque dos dois candidatos, o líder petista desconversou ao alegar que esta discussão era antiga e que palanque não é a única forma de se fazer campanha.

*Com informações de Rayder Bragon, em Belo Horizonte

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