Jungman encaminha a Lula carta de dissidentes cubanos

Yara Aquino
Da Agência Brasil

Em Brasília

A carta que dissidentes do regime cubano tentaram encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de sua visita a Cuba, em fevereiro, foi entregue hoje (10) pelo deputado federal e membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Raul Jungmann, à secretária de Lula.

Segundo ele, a secretária de Lula se comprometeu a entregar a carta ao presidente assim que possível, já que Lula passará o dia todo por conta de compromissos em São Paulo.

Na viagem a Cuba, no fim do mês passado, o presidente Lula afirmou que não havia recebido a carta em que os dissidentes pediam que ele intercedesse por eles junto ao governo cubano durante sua visita ao país. A chegada de Lula a Cuba ocorreu um dia após a morte do dissidente do regime cubano, Orlando Zapata Tamoyo, em decorrência de uma greve de fome que durou 85 dias.

Diante disso, Jungmann tomou, então, a iniciativa de encaminhar a carta a Lula. “O presidente vinha dizendo que não tomou conhecimento de nada, que nunca recebeu nenhum papel, que quando ele recebesse algum papel ele tomaria as devidas providências. Então procuramos entregar essa carta para que ele interceda em prol dos direitos humanos e dos prisioneiros políticos em Cuba”, disse o deputado.

Jungmann também criticou a declaração dada ontem (9) por Lula, em entrevista a uma agência de notícias internacional, quando o presidente comparou presos políticos com presos comuns. Para o deputado, ao fazer isso, Lula cometeu um “equívoco”.

“Quando comparou prisioneiros comuns com presos políticos, ele os nivelou a seqüestradores, assassinos e estupradores que estão presos nas unidades prisionais do país”, disse, lembrando que o próprio Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram presos políticos no Brasil.

Na entrevista à Associated Press, o presidente Lula afirmou ser contra greve de fome como forma de forçar uma possível libertação e, para exemplificar, citou os presos de São Paulo. “Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos aqui em São Paulo entrassem em greve de fome e exigissem liberdade?”.

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