Para José Alencar, candidato da base aliada de Lula vai governar Minas Gerais

Rayder Bragon
Especial para UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O presidente em exercício, José Alencar, disse nesta segunda-feira (15) em Belo Horizonte que a coalizão de Lula em Minas Gerais vai derrotar o pré-candidato tucano, o vice-governador Antônio Anastasia, na eleição deste ano para o governo do Estado.

Questionado se a indefinição do nome da oposição para confrontar o candidato do governador Aécio Neves (PSDB) pode prejudicar a campanha, Alencar minimizou.

“Isso é uma coisa que faz parte. Ele (Anastasia) está, naturalmente, fazendo o trabalho dele. Nós desejamos que ele seja muito feliz, mas isso não significa que nós não iremos derrotá-lo nas urnas. Porque o que se deseja é que em Minas Gerais haja um governo com a bênção do presidente Lula. Porque o Brasil hoje é outro país, aqui e alhures, graças ao trabalho do presidente”, disse Alencar antes de iniciar palestra na noite de hoje no maior templo da Igreja Universal do Reino de Deus em Minas Gerais, localizado na capital.

PT e PMDB travam disputa para a escolha do nome que encabeçará uma hipotética aliança entre as duas legendas. O ministro Hélio Costa é o pré-candidato peemedebista e, pelo lado petista, há a disputa interna entre o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).

O vice-governador Antônio Anastasia viaja por Minas Gerais desde o fim do ano passado com a presença quase sempre de Aécio Neves, um dos governadores mais bem-avaliados do país, em eventos oficiais de inaugurações de obras.

Cotado para resolver o impasse da base aliada de Lula no 2º maior colégio eleitoral do país, Alencar disse preferir se candidatar ao Senado. “Um cargo no Legislativo para mim seria mais adequado”, avaliou.

Sobre a possibilidade de se candidatar ao governo do Estado, Alencar condicionou a hipótese ao consenso em torno do seu nome.

“Eu não quero atropelar nada. Vamos ver o que pensam as pessoas, o que pensam as lideranças (políticas). O que pensa o povo, o que eles querem. Se de fato eles quiserem que eu participe como candidato, eu tenho que examinar com o maior apreço, mas isso não significa que seja candidato”, teorizou.

Sobre a notícia de que a escolha de Lula recaiu sobre o ministro Hélio Costa, Alencar afirma não ter ouvido nada a respeito. “Se ele fez isso, ele não me contou”, resumiu.

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