Arruda deve ser submetido a cateterismo ainda nesta semana

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

Médico particular do governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), Brasil Caiado afirmou no início da tarde desta terça-feira (16) que o diagnóstico final do estado de saúde de seu paciente só será dado depois que ele for submetido a um cateterismo, exame que avalia a presença de entupimentos nas artérias a partir da introdução de um cateter.

“O problema é que, o exame que foi feito ontem, uma tomografia das coronárias, mostrou uma placa de gordura numa artéria chamada descendente anterior. É uma placa estimada, porque é um exame por imagem, em 50% de obstrução em uma artéria principal do coração”, explicou o cardiologista.

Segundo Caiado, a pressão de Arruda está sendo controlada com medicamentos. “A gravação da pressão arterial ainda mostrou a pressão um pouco elevada. Eu já tinha feito ajuste da medicação no domingo e hoje a pressão já tá melhor, 13 por 9”, detalhou.

O especialista disse ainda que o risco de trombose devido ao inchaço no pé direito foi descartado e que o quadro depressivo em que o governador afastado se encontra dificulta a melhora no estado de saúde dele. “Toda vez que um paciente tem um histórico como ele tem, de dois irmãos safenados e pai que morreu de doença coronariana aos 60 anos, e existe hipertensão mais diabetes associada à depressão, você sempre fica mais preocupado com a saúde daquele paciente”, salientou.

A quarta saída de Arruda, desde que foi preso na Superintendência da Polícia Federal de Brasília em 11 de fevereiro, para fazer o cataterismo dependerá da autorização da PF, que o escolta até a clínica particular, onde serão feitos os exames.

Mais tensão
Nesta terça-feira, Arruda pode estar especialmente tenso por conta do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) da ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre a cassação do mandato dele por infidelidade partidária.

O procurador Renato Brill de Góes justificou a ação alegando que Arruda teria saído do DEM sem justificativa e, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mandato pertence ao partido e não ao candidato.

Aruda entregou sua carta de desfiliação em 9 de dezembro de 2009 ao Democratas, de onde era filiado desde 26 de setembro de 2001. A defesa de Arruda deve optar pela alegação de que ele teria sofrido grave discriminação pessoal. Em caso de perda da ação, a Câmara Legislativa teria o prazo de dez dias para dar posse ao sucessor, mas a defesa dele pode recorrer ao TSE.

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