Candidatura de Mercadante ao governo ganha força, diz presidente do PT-SP

Maurício Savarese
Do UOL Notícias

Em São Paulo

Após a “interrupção das conversas” para fazer do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) o candidato de partidos de esquerda ao governo de São Paulo, o nome do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ganhou força também fora do seu partido para o provável enfrentamento com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições de outubro. É essa a avaliação do presidente do PT paulista, Edinho Silva, depois de conversar com líderes das siglas aliadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-ministro da Integração Nacional admitiu a possibilidade de ser candidato ao governo de São Paulo ao transferir seu domicílio eleitoral para a capital paulista. Mas sempre insistiu que seu objetivo era a candidatura ao Palácio do Planalto, para enfrentar nas urnas o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes, José Serra (PSDB) e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

“A conversa com Ciro está interrompida. Nunca vamos vê-lo como um adversário, mas depois dos comentários que ele fez não há clima”, disse Edinho ao UOL Notícias. “Seria hipocrisia não reconhecer que o nome do senador Mercadante cresceu muito dentro e fora do PT. Queremos uma candidatura construída com os partidos, incluindo o PSB, e o nome do senador é importante nesse debate.”

Em torno de Ciro, o PT esperava unir mais oito partidos: PCdoB, PSB, PDT, PTB, PSC, PTN, PPL e PRB. Isso até o deputado, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, chamar o PT paulista de “desastre”.

Se Mercadante for candidato, existe dúvida sobre a composição porque o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, já articula para postular a sucessão de Serra. “Queremos conversar com o PSB e queremos conversar com Skaf. A única posição quer temos definida hoje é a de construir uma alternativa ao governo atual”, disse o petista.

De acordo com a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, de dezembro do ano passado, o ex-governador e atual secretário do Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, é favorito para voltar ao cargo, com chance de vencer já no primeiro turno. Em 2006, Mercadante perdeu a disputa estadual no primeiro turno para Serra.

Desejo de Lula
Há algumas semanas, o presidente Lula criticou o PT paulista por não repetir candidatos ao governo até que saia vencedor da disputa pela primeira vez. Edinho Silva disse compartilhar “totalmente” da percepção do mandatário. “O fato de não acumularmos capital político em torno de uma candidatura por mais de uma vez atrapalhou as nossas chances no Estado”, avaliou.

“Esse será um elemento importante para definir o candidato na nossa opinião, mas não decide. Os critérios nós vamos decidir com os nossos aliados em torno do melhor candidato.” A dificuldade na construção do palanque de Mercadante está também nos parlamentares do PSB, que esperavam ganhar impulso com uma eventual candidatura nacional de Ciro e que esperam, ao menos, a tentativa de eleger Skaf.

Caso Mercadante se consolide como candidato, diz Edinho, a ex-prefeita Marta Suplicy seria candidata ao Senado para a vaga que ele deixaria. Na hipótese de o senador ser candidato ao governo, é natural que PT apresente o nome de Marta. Não há outro por enquanto”, afirmou o petista.
 

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