Rio desloca quase 5 mil policiais para protesto contra nova divisão de royalties

André Naddeo
No Rio de Janeiro

UOL Notícias<br>Em São Paulo

Mais de 4.700 policiais foram deslocados para garantir a segurança das 150 mil pessoas esperadas pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para protestar contra a emenda aprovada na Câmara dos Deputados que modifica a distribuição de royalties do pré-sal e desfavorece Estados e municípios produtores.

Cabral e o prefeito carioca, Eduardo Paes serão anfitriões do governador capixaba, Paulo Hartung. Os três peemedebistas estarão na dianteira de uma manifestação que começou às 16h e atraiu prefeitos de municípios afetados pela decisão, personalidades do esporte e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Após o início do protesto, para o qual Cabral esperava 12 mil pessoas de fora do Rio de Janeiro, a polícia não registrou nenhum incidente grave. A única vítima até agora foi o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), autor da emenda: caixões e faixas que o colocam como persona non grata no Estado se espalhavam entre os manifestantes. Também havia mulheres vestidas de viúvas e folhas de arruda espalhadas.

Para atrair mais manifestantes, Cabral decretou ponto facultativo do funcionalismo estadual a partir das 16h, assim como o prefeito. Por conta disso, o trânsito no Rio se complicou perto do horário do protesto. A concentração está na região da Praça da Candelária, no centro, mas diversos trio-elétricos já estão posicionados na avenida Rio Branco, uma das principais da cidade.

De lá, a passeata seguirá alguns quilômetros até a Cinelândia, perto da Câmara de Vereadores, onde foi montado um palco. Lá ocorrerão shows, discursos, o ato propriamente dito. Dezoito artistas e cinco escolas de samba passarão pelo local.

O metrô da cidade no dia do protesto opera em sua capacidade máxima entre 15h e 22h.Às 15h, foi disponibilizada uma barca gratuitamente para o trajeto entre o Rio de Janeiro e Niterói, com capacidade para 2.000 pessoas.

Prefeitos reclamam
Carlos Augusto Balthazar (PMDB), prefeito de Rio das Ostras, município com 96 mil habitantes foi um dos primeiros a falar. “Os royalties representam 50% do nosso orçamento. Isso é uma afronta, mas tenho confiança de que com essa mobilização vamos reverter esta situação no Senado”, disse.

Caso os senadores não mudem o texto enviado pela Câmara, a expectativa de fluminenses e capixabas é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete a nova distribuição dos royalties.

Marquinhos Mendes (PSDB), prefeito de Cabo Frio, com 200 mil habitantes, afirmou: “Os royalties representam 60% do orçamento. Você imagina a situação. Você tem R$ 100 para administrar a sua casa e, da noite para o dia, você tem só R$ 40. Se assim permanecer, vou ter que fechar hospitais, escolas, vai ser um caos”.

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