Suplente envolvido no mensalão do DEM toma posse como deputado distrital

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Atualizada às 14h05

O suplente do deputado distrital Wilson Lima (PRP), que se licenciou para atuar como governador interino, já pode tomar posse no cargo na Casa Legislativa do Distrito Federal. O Diário da Câmara (DCL) desta quinta-feira (18) publicou o termo de posse do deputado distrital Pedro do Ovo (PRP).

Ovo é um dos dez parlamentares da Casa citados no inquérito 650 da Polícia Federal, que descobriu um esquema de corrupção envolvendo pagamentos de propinas para servidores e prestadores de serviço, que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Em dezembro do ano passado, a Câmara do DF abriu processos de quebra de decoro parlamentar contra os dez deputados (oito titulares e dois suplentes). A decisão sobre se os deputados vão aceitar que Pedro do Ovo participe das atividades parlamentares deve sair na próxima reunião da Mesa Diretora da Casa, ainda sem data definida.

Segundo a decisão do Tribunal de Justiça do DF, os dez deputados estão impedidos de participar das votações de questões relacionadas ao caso e ao governador cassado e preso, José Roberto Arruda.

Envolvidos no caso

Dos 24 distritais que compõem a Câmara do DF, dez são citados no inquérito. São eles: o ex-presidente da Casa, Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Júnior Brunelli (PSC), Rogério Ulysses (sem partido), Roney Nemer (PMDB) e os suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP).

Dos oito titulares, três tiveram o processo de cassação aberto pelos seus próprios pares da Casa Legislativa: Eurides Brito, Leonardo Prudente e Júnior Brunelli. Os dois últimos renunciaram ao cargo para fugir da cassação.

Oito suplentes já tomaram posse no último dia 1º: Roberto Lucena (PMDB), Wigberto Tartuce (PMDB), Ivelise Longhi (PMDB), Washington Gil Mesquita (DEM), Joe Valle (PSB), Mário de Nóbrega (PP), Olair Francisco (PTdoB) e Radi Massouh (DEM). Eles serão convocados para atuar exclusivamente nas atividades relacionadas ao processo de impeachment de Arruda. Todos, exceto Mário de Nóbrega (PP), rejeitaram o pagamento por sessão, o equivalente a R$ 412,00.

Tradutor: Em Brasília

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