"É um risco muito grande lideranças do PT cantarem vitória antes da hora", diz Aécio

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Confins/MG

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quinta-feira (18) que a eleição majoritária deste ano somente ganhará impulso a partir do momento em que houver confronto entre os candidatos e criticou, sem citar nomes, petistas que “estão cantando vitória antes da hora”.

“Não será uma eleição fácil para ninguém, é uma bobagem você achar que ganhou a eleição (antecipadamente), como acho também um risco muito grande algumas lideranças do PT já estarem cantando vitória antes da hora. No momento em que o embate se der entre candidatos, e não apenas entre aqueles que os apoiam, aí sim, o PSDB poderá demonstrar que nós temos melhores condições de permitir que o Brasil dê um novo salto”, disse o governador, durante inauguração de um hangar de manutenção de companhia aérea, em área próxima ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte.

O governador minimizou o resultado da última pesquisa CNI/Ibope, divulgada ontem, que trouxe cenário no qual o governador de São Paulo e provável candidato do PSDB ao Planalto, o tucano José Serra, continua na liderança, mas com diferença apenas de 5 pontos percentuais para a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, pré-candidata do PT.

“Pesquisa sempre é o retrato do momento. Eu acho que era natural que a ministra crescesse. O PT sempre teve um piso em torno de 30%, historicamente, mesmo nas eleições que o presidente Lula perdeu. Eu não me preocupo muito com as pesquisas (nesse momento)”, avaliou.

Aécio ainda disse acreditar que o eleitor não está preocupado em uma espécie de “gincana”. Para ele, chegou a hora de o partido apresentar o seu “discurso” ao eleitorado.

“O PSDB tem que apresentar à população brasileira razões objetivas e claras que mostrem por que é melhor trocar de governo. Mudar o grupo que governa o país e não continuar com o atual”, afirmou.

Ele ainda criticou a política econômica do governo Lula, que segundo ele, vem crescendo “numa velocidade estrondosa dos gastos correntes do governo (federal), sem uma contrapartida de serviços (à população)”. O governador considerou esse cenário como “uma das heranças perversas que teremos que enfrentar no futuro”.

O tucano, no entanto, disse reconhecer que o país obteve avanços importantes, mas que eles “não começaram em 2003 (ano que o presidente Lula assumiu a Presidência)”.

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