CPI da Corrupção muda de cronograma; depoimento de Durval Barbosa será o primeiro

Camila Campanerut
UOL Notícias
Em Brasília

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) decidiram na reunião desta quarta-feira (24) que mudarão a dinâmica de trabalho do grupo e a primeira testemunha a ser ouvida será o delator do escândalo de corrupção no governo do Distrito Federal, o ex-Secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. 

O depoimento de Barbosa está marcado para as 10h do dia 30 de março, na Superintendência da Polícia Federal (PF). A CPI entrou com um pedido na PF para que a sessão fosse aberta para a imprensa.

“Estou partindo de uma lógica de que ele [Durval Barbosa] foi notificado e se prontificou a vir”, destacou a presidente da CPI, a deputada Eliana Pedrosa (DEM), que acredita que a ausência de testemunha, como ocorreu hoje, não deve se repetir.

“Em ele não vindo, não faz sentido ouvir outra pessoa que não o denunciante [Durval Barbosa] antes dos denunciados”, justificou o deputado Reguffe (PTB), em referência à mudança nas estruturas dos trabalhos da comissão.

Com a alteração no cronograma de trabalho, os dois depoimentos previstos para esta sexta-feira (26) -- de Antonio Ricardo, da empresa Adler e de Maria Cristina Bonner da TBA -- foram transferidos para o dia 5 de abril. No mesmo dia, ficou agendado o depoimento do sócio-diretor da empresa Linknet, Gilberto Lucena, que não compareceu hoje à convocação feita pela CPI.

“Nós expediremos um pedido ao juiz da comarca onde reside o senhor Lucena para que ele seja conduzido à CPI. É um poder de polícia que a CPI pode solicitar ao Poder Judiciário”, explicou a distrital, garantindo que a falta dele não deve se repetir.

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