"Eu já escolhi a candidata, escolher vice é demais", diz Lula sobre chapa de Dilma

Maurício Savarese
Do UOL Notícias *

Em São Paulo

  • Fernando Bizerra Jr/Efe

    Presidente Lula recebe rei da Suécia, Carl Gustaf

    Presidente Lula recebe rei da Suécia, Carl Gustaf

Depois de indicar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para ser a candidata do PT a sucedê-lo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quinta-feira (24) que esteja disposto a apontar também quem será o peemedebista que fará parte da chapa governista nas eleições de outubro.

O PMDB, cujo apoio ganhou status de primordial para o governo, prefere que seu presidente, o deputado federal Michel Temer (SP), seja o companheiro de Dilma. Interlocutores de Lula disseram à imprensa nas últimas semanas que o mandatário prefere o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, recém-filiado ao partido.

“Não existe isso de desejo do Lula de fazer vice da Dilma”, afirmou o presidente a jornalistas depois de receber o rei da Suécia, Carl Gustaf, em Brasília. “Isso é para os partidos aliados, para a própria Dilma escolherem. O meu vice no tempo certo eu escolhi. Eu já escolhi a candidata, escolher o vice seria demais.”

No fim do ano passado, Lula chegou a sugerir a formulação de uma lista tríplice de peemdebistas para que Dilma escolhesse. Temer e seus aliados, nos bastidores, reagiram e anteciparam a convenção para fevereiro, de forma que o presidente da sigla ganhasse mais respaldo na tentativa de ser indicado vice da petista.

O presidente do Banco Central não sabe se fica no cargo, se disputa o Senado por Goiás ou postula a vice na chapa de Dilma. "A situação do Meirelles é uma situação que depende só dele. Eu talvez converse com ele na semana que vem. Não sei se ele quer ser candidato, se ele não quer ser candidato", afirmou Lula.

Durante a conversa com o rei sueco, Lula defendeu o diálogo multilateral e a não proliferação de armas, no momento em que o Ocidente cobra sanções ao Irã por suspeitas de que seu programa nuclear tem objetivos bélicos.

Ao fazer brinde ao rei e à rainha Silvia, Lula afirmou: “O mundo que queremos só será possível pela defesa intransigente da democracia e do multilateralismo, do diálogo sobre a força, do desarmamento e não proliferação, da preservação do meio ambiente e do respeito aos direitos humanos”.

No caso do Irã, o Brasil defende a busca pelo diálogo com o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad e não a definição de sanções, como querem os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Inglaterra e outros países. Para o governo brasileiro, os iranianos têm direito de desenvolver seu programa nuclear desde que os fins sejam pacíficos.

Lula fala sobre compra de caças também com EUA, Rússia e França

Desde a última segunda-feira (21), os reis suecos visitam o Brasil acompanhados dos ministros da Saúde e Assuntos Sociais, Göran Hägglund, e da Defesa, Sten Tolgfors. A visita é a retribuição de viagem feita por Lula à Suécia, em 2007. Os escandinavos, por meio do avião Gripen, da Saab, participam da bilionária licitação brasileira para compra de caças. Os franceses da Dassault, com seus Rafale, no enanto, são favoritos para vencer.

O comércio bilateral entre Brasil e Suécia passou de US$ 900 milhões, em 2003, para US$ 2,3 bilhões, em 2008. Cerca de 200 empresas suecas estão no país atualmente e geram aproximadamente 50 mil empregos.

* Com informações da Agência Brasil

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