Lula defende o diálogo, o desarmamento e a preservação do meio ambiente em encontro com reis da Suécia

Renata Giraldi
Da Agência Brasil

Em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou hoje (24) sua defesa pelo diálogo e pela não proliferação de armas. A reação de Lula ocorre no momento em que há um movimento internacional para impor sanções ao Irã por suspeitas de que seu programa nuclear tem objetivos bélicos. O Irã, entretanto, não foi citado diretamente. O presidente fez seu discurso durante o brinde aos reis da Suécia Carl 16 Gustaf e Silvia.

“O mundo que queremos só será possível pela defesa intransigente da democracia e do multilateralismo, do diálogo sobre a força, do desarmamento e não proliferação, da preservação do meio ambiente e do respeito aos direitos humanos”, disse Lula, no brinde durante almoço no Itamaraty.

No caso do Irã, o Brasil defende a busca pelo diálogo com o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad e não a definição de sanções, como querem os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Inglaterra e outros países. Para o governo brasileiro, os iranianos têm direito de desenvolver seu programa nuclear desde que os fins sejam pacíficos.

Ao citar o economista já morto Celso Furtado, o presidente lembrou que o “subdesenvolvimento não é uma fatalidade”, mas resultado de uma junção de fatores. Como o rei sueco, Lula se disse um defensor da preservação do meio ambiente. Segundo Lula, é fundamental a parceria para reduzir a emissão de gases e vencer o desafio da mudança climática.

“Estou convencido de que a Suécia e o Brasil têm um papel decisivo a desempenhar na COP-16 [16ª Conferência das Partes das Nações Unidas para Mudanças Climáticas], no México, ainda este ano. Com iniciativas inovadoras em energia renovável, limpa e eficiente, estamos apontando que direção seguir”, disse ele.

Desde a última segunda-feira (21), os reis suecos visitam o Brasil acompanhados dos ministros da Saúde e Assuntos Sociais, Göran Hägglund, e da Defesa, Sten Tolgfors. A visita é a retribuição de viagem feita por Lula à Suécia, em 2007.

O comércio bilateral entre Brasil e Suécia passou de US$ 900 milhões, em 2003, para US$ 2,3 bilhões, em 2008. Cerca de 200 empresas suecas estão no país atualmente e geram aproximadamente 50 mil empregos.

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