Com Dilma e Serra na plateia, Lula diz que próximo presidente precisará de mais dinheiro para Saúde

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Atualizado às 12h39

"Se eu for multado, trago a conta para vocês", diz Lula em discurso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em discurso durante cerimônia de entrega de 650 ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Tatuí (SP), que seu sucessor terá que lutar para aumentar os recursos para a área de saúde. No evento, Lula esteva acompanhado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos candidatos à sucessão presidencial.

A afirmação de Lula foi feita após ele ter criticado a aprovação do fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão Financeira) no Senado Federal, em dezembro 2007. “Por mesquinharia, o Senado me tirou R$ 40 bilhões por ano do orçamento da saúde. Quem quer que seja o próximo presidente, vai ter que discutir mais dinheiro para a saúde. Não tem alternativa. Não é possível fazer saúde nesse país sem dinheiro”, disse.

Antes do presidente, quem discursou foi o governador, que recebeu algumas vaias do público antes de subir ao parlatório. Na sua fala, Serra destacou a capacidade da Saúde em gerar empregos, falou de ações do governo do Estado e só descontraiu ao falar de futebol. “Tem palmeirense aqui também? A minoria também tem direito”, afirmou a uma platéia formada por metalúrgicos da Rontan, fabricante das ambulâncias.

A exemplo do governador, Dilma Rousseff fez um discurso técnico e citou ações do governo federal na área de saúde. Também acompanharam o evento o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o senador e pré-candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT-SP), além de prefeitos e vereadores.

Ainda em seu discurso, Lula citou a imprensa para justificar sua ida a Tatuí: "se eu não vier, não vai sair nem nota de rodapé em qualquer jornal desse país, mas se alguém morrer por falta de ambulância, aí sim sai em cadeia nacional", afirmou o presidente.

Assim como fez o palmeirense Serra, o presidente, torcedor do Corinthians, falou de futebol ao elogiar a direção e a presidência da Rontan. "Eu queria parabenizar a direção da empresa, que saiu da Vila Ema [bairro simples da zona leste da capital] e se tornou uma grande empresa. O presidente só podia ser um corintiano, que é perseverante, teimoso e sabe vencer", concluiu.

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