PDT confirma apoio, e Fogaça assume candidatura ao governo gaúcho

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

PMDB e PDT anunciaram na noite desta quinta-feira (25) uma aliança formal para disputar as eleições majoritárias de outubro no Rio Grande do Sul. O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), foi confirmado como candidato a governador na chapa, enquanto o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT) ocupará a vaga de vice-governador. A aliança não se estenderá às nominatas de deputados federais e estaduais.

O ato de confirmação da aliança reuniu lideranças dos dois partidos e foi comandado pelo senador Pedro Simon (PMDB). O prefeito, que deve apresentar sua renúncia à Câmara de Vereadores de Porto Alegre nesta sexta-feira (26), disse que a união entre os dois partidos foi fundamental para sua candidatura. A reunião precisa ser aprovada pela Câmara.

“É a razão de ser de me tornar candidato. Sem esse apoio não disputaria [a eleição] em hipótese alguma”, disse Fogaça na reunião. No lugar dele assume o vice-prefeito José Fortunati (PDT), que fica no cargo até dezembro de 2012. “Nós construímos minha desincompatbilização em conjunto”, disse Fogaça.

 

Junto com o pedido de renúncia, Fogaça envia à Câmara o relatório de contas da administração de Porto Alegre em 2009. Segundo o presidente da Câmara, Nelcir Tessaro, o pedido pode ser votado na reunião da próxima segunda-feira (29). No dia seguinte o prefeito deve deixar o cargo para se dedicar à campanha eleitoral.

Romildo Bolzan Jr, presidente estadual do PDT, lembrou que a união entre os dois partidos tem apoio da maioria dos trabalhistas gaúchos. “Numa consulta aos diretórios municipais e às prefeituras, constatamos adesão ao acordo de 94% dos consultados”, disse o dirigente. Ele anunciou também que os partidos começarão a realizar roteiros pelo interior do Estado logo depois dos feriados de Páscoa.

Ainda com esperanças de contar com o apoio, pelo menos informal, de setores do PDT, o presidente estadual do PT divulgou um documento em que alinha as “afinidades” entre os dois partidos. “Grande parte dos trabalhistas quer estar com o PT [na disputa eleitoral], por conta de nossas identidades”, provocou Raul Pont.

O documento foi entregue a parlamentares e lideranças pedetistas do Estado e, a partir desta sexta-feira, será remetido às prefeituras do interior. Pont negou que a Carta Aberta aos Companheiros Trabalhistas tenha a intenção de provocar uma racha na adesão do PDT à candidatura de Fogaça ao governo do Estado.

“Mas, se algum prefeito ou vereador quiser nos apoiar, não poderemos rejeitar”, ressalvou Pont.

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