Lula diz que Dilma crescerá nas pesquisas após deixar ministério e nega campanha dissimulada

Do UOL Notícias <BR> Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista publicada nesta sexta-feira (26) pelo jornal “A Tarde”, da Bahia, que a ministra  Dilma Rousseff crescerá ainda mais nas pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial após deixar o seu cargo no Ministério da Casa Civil para se dedicar à campanha eleitoral, o que deverá ocorrer até 2 de abril, prazo final para a descompatibilização.

“O ritmo do seu crescimento pode ser acelerado. Afinal, livre das obrigações de governo, que não são poucas, ela terá todo o tempo livre para as articulações e posteriormente para se dedicar de corpo e alma à campanha. A aceitação do nome da ministra na população já é muito forte e vem crescendo cada vez mais”, disse o presidente,

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral aplicou uma multa de R$ 5.000 ao presidente por considerar que houve campanha eleitoral antecipada em um evento de lançamento de uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio de Janeiro, que contou com a presença de Dilma. Lula afirmou, na entrevista, que seus advogados irão entrar com recurso e que espera a nulidade da multa.

“Não houve nem tem havido campanha antecipada, nem dissimulada. O fato concreto é que todo esse barulho é feito pela oposição por razões políticas”, afirmou. “Se a ministra Dilma Rousseff é a coordenadora do PAC, se ela se empenhou, dedicou sua energia, sua inteligência em prol das melhorias que estamos implementando, por que na hora da inauguração tem que ficar recolhida em casa?”, acrescentou Lula.

Ainda durante a entrevista, dentre outros assuntos abordados, Lula falou sobre a polêmica divisão dos royalties do pré-sal, que veio à tona após a aprovação da emenda Ibsen, que prevê a divisão equânime dos royalties entre os Estados brasileiros produtores e não-produtores, o que revoltou os Estados produtores – Rio de Janeiro e Espírito Santo.

“A questão dos royalties atrapalha o que é de fato essencial: a aprovação do marco regulatório do pré-sal. A proposta enviada por nós ao Congresso Nacional não tratava da divisão dos royalties porque não queríamos que ela contaminasse o debate central. De repente, começaram a brigar pelo pirão antes mesmo de pescar o peixe”, afirmou.

O presidente mais uma vez disse que o melhor é decidir a distribuição dos royalties após as eleições deste ano. “Para que o clima acirrado da disputa eleitoral não interfira numa decisão que vai valer por décadas, o ideal é decidir a questão dos royalties depois das eleições, quando as paixões estarão serenadas e haverá muito mais tranqüilidade para buscarmos a melhor saída”, disse Lula.
 

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