PF deve ouvir até o feriado 40 pessoas sobre o mensalão do DEM no DF

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

O delegado da Polícia Federal (PF) Alfredo Junqueira deve definir nesta sexta-feira (26) o cronograma de depoimentos da próxima semana, quando a PF pretende ouvir 40 pessoas ligadas ao inquérito nº 650, que investiga o esquema de corrupção no governo do Distrito Federal --conhecido como mensalão do DEM.

Junqueira contará com uma força tarefa para cumprir o prazo judicial de 10 dias e o pedido para que os trabalhos fossem acelerados.

Na tarde desta segunda-feira (29), o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) será ouvido em uma sala da Superintendência da PF em Brasília, onde está preso há 43 dias. Ao mesmo tempo, o ex-secretário de Comunicação do governo do DF, Wellington Moraes, prestará depoimento em outro local da PF.

A PF ainda não divulgou quando os outros quatro presos por corrupção de testemunhas e falsidade ideológica serão ouvidos. Eles são acusados de tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, uma das testemunhas do esquema, no qual se pagavam propinas para servidores e prestadores de serviço do governo local.

Diferentemente de Arruda, que tinha foro privilegiado por ser governador, os demais estão detidos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. São eles: o deputado distrital Geraldo Naves; o conselheiro do Metrô do Distrito Federal, Antônio Bento; o ex-diretor da Companhia Brasileira de Energia (CEB) Haroaldo Brasil; o sobrinho e o ex-secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes e Wellington Moraes.

A Procuradoria Geral da República encaminhou ontem ao Superior Tribunal de Justiça um parecer recomendando que Arruda permaneça na cadeia e rejeitando o pedido de revogação da prisão preventiva encaminhada pela defesa do ex-governador. O procurador Roberto Gurgel alega que, fora da prisão, Arruda poderia atrapalhar o andamento das investigações.

Também nesta quinta-feira (25), o ex-vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM) se apresentou à PF, antes de ser convocado. No entanto, utilizou-se do direito de permanecer calado durante todo o período do interrogatório.

 

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