Carta de renúncia de Requião é lida na Assembleia do PR

Dary Jr.
Especial para o UOL Notícias

Em Curitiba (PR)

  • Sergio Lima/Folha Imagem

    Requião deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro

    Requião deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro

Atualizada às 21h40

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM), leu no final da tarde desta segunda-feira (29) a carta de renúncia do governador Roberto Requião (PMDB). Com apenas uma página, o documento informa que o afastamento se deve à determinação constitucional. Requião deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

Seu vice, Orlando Pessuti (PMDB), toma posse no dia 1º de abril. Na carta, o governador agradeceu o apoio dos deputados estaduais, disse que vai partir para "projetos nacionais" e que esteve focado em projetos para o bem-estar da população.

A lei eleitoral prevê que, para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os governadores dos Estados, os prefeitos, ministros e secretários devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes da eleição. A data limite é a próxima sexta-feira (2).

Segundo a lei, a permanência nos cargos fica condicionada à disputa da reeleição. É o caso de Pessuti, que assume o cargo de governador às 18 horas desta quinta-feira na Assembleia e pretende concorrer à reeleição em outubro.

Corrida eleitoral
Pessuti tem a missão de convencer o próprio partido de que deve tentar a reeleição. Ele quer a indicação, mas parte dos peemedebistas prefere apoiar Beto Richa (PSDB) -pré-candidato a governador, o prefeito de Curitiba entrega o cargo nesta terça-feira (30) ao vice Luciano Ducci (PSB). O senador Osmar Dias (PDT), outro pré-candidato a governador, também trabalha para ter o PMDB a seu lado.

Até agora, as pesquisas de intenção de voto colocam Richa na liderança, seguido de perto por Dias. Pessutti está em terceiro lugar, mas tem cacife para ser o fiel da balança em um eventual segundo turno. Ciente disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta trazer o PMDB para a coligação de Dias e, assim, garantir um palanque forte para Dilma Rousseff no Paraná. Por enquanto, as conversas foram travadas por Requião. Ligado aos movimentos sociais, como o MST, o governador diz que a candidatura de Dias é vinculada ao agronegócio e contrária às raízes do PT.

Pessutti também é ligado a ruralistas, mas consegue transitar por vários setores. Com Requião fora do governo, os petistas acreditam que podem retomar o diálogo com a PMDB. O principal argumento é velho conhecido do jogo político: Lula poderia contemplar o Paraná com verbas e obras ao longo dos próximos nove meses e tornar memorável um curto período de governo de Pessutti. Conciliador, Pessutti é tido como um dos políticos paranaenses mais simpáticos, ao contrário de Requião, conhecido como incisivo e polêmico.

Com sua saída do governo, Requião e a ex-diretora de Itaipu Binacional, Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento Paulo Bernardo, desafeto do governador, são os pré-candidatos a senador mais cotados. Os deputados federais Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP) também estão na disputa.

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