Aécio, FHC e presidentes de partido falarão no lançamento da candidatura Serra

Maurício Savarese
Do UOL Notícias

Em São Paulo

  • Ayrton Vignola/Folha Imagem

    Mineiro quer Senado, mas pode acabar na chapa de Serra

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Atualizado às 19h05

A festa de lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República terá como oradores, pela ordem, os presidentes de PPS, DEM e PSDB, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o próprio presidenciável. Cerca de 3.500 convidados deverão acompanhar o ato de sábado (10) em Brasília, previsto para durar quatro horas.

Antes de Serra falar, será exibido um vídeo institucional sobre a trajetória política de Serra. Os outros oradores construirão uma plataforma para o discurso final do ex-governador de São Paulo, provável adversário da petista Dilma Rousseff nas eleições de outubro deste ano.

Estarão presentes, além de políticos e militantes, personalidades da cultura e do empresariado. Segundo a organização do evento, uma sala paralela à que receberia 2 mil pessoa teve de ser alugada para suprir o número de interessados em comparecer. Não haverá uma mesa de autoridades no evento, e sim um púlpito, onde cada um dos escolhidos falará.

As críticas mais duras à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ficar por conta do ex-presidente Fernando Henrique e dos presidentes das legendas, Roberto Freire (PPS), Rodrigo Maia (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB). Freire será o primeiro a falar.

A expectativa é de discursos curtos dos presidentes de partidos, de cerca de 10 minutos cada. Aécio e FHC deverão ter mais liberdade para falar. Serra concentrará os holofotes por volta das 12h. Quando o fizer, avisará pelo microblog Twitter, onde tem cerca de 190 mil seguidores.

Inicialmente, tucanos de São Paulo afirmaram que apenas os presidentes de partidos falariam no ato da pré-candidatura oposicionista. Fernando Henrique, que não compareceu ao Palácio dos Bandeirantes para o último discurso de Serra no governo, foi incluído entre os oradores na semana passada.

A homologação da candidatura só ocorrerá em junho, com a convenção partidária. Apenas a partir desse mês os partidos podem fazer seus encontros para definir quem disputará que cargo nas eleições de outubro.

Incorporado
Aécio foi incorporado à lista em uma tentativa de atenuar o afastamento do ex-governador mineiro em relação ao presidenciável. O mineiro comparecerá ao evento sem definição sobre se tentará vaga no Senado ou se aceitará o clamor de setores do partido que querem vê-lo como vice na chapa encabeçada por Serra.

Aécio, que falará em nome dos governadores tucanos, deverá passar o dia ouvindo apelos de lideranças das siglas oposicionistas. Na quarta-feira, o ex-governador, que foi adversário de Serra na disputa interna pela candidatura presidencial, foi criticado por tucanos paulistas por não ter repelido comentários de Dilma durante sua visita a Minas Gerais. Nesta quinta-feira (7), Anastasia afirmou que o ex-governador paulista é seu candidato ao Palácio do Planalto.

A ex-ministra-chefe da Casa Civil visitou o túmulo do avô de Aécio, o ex-presidente Tancredo Neves, em um roteiro incomum para membros do PT, e admitiu o voto dividido entre ela e o candidato tucano à sucessão estadual, Antonio Anastasia.

O comentário também irritou peemedebistas, já que o ex-ministro Hélio Costa deve ser candidato ao Palácio da Libertade, supostamente com apoio do PT.

Enquanto os tucanos e seus aliados estiverem no evento em Brasília, entre as 9h e as 13h, Lula e Dilma deverão participar de um ato com centrais sindicais em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, por volta do mesmo horário.

Além da incorporação de Aécio ao discurso, as mídias sociais também deverão estar presentes. "O evento promete ser o primeiro passo para uma grande inovação na política brasileira, principalmente, com o uso da internet como forma de interação com o público", diz um texto sobre o assunto no site do PSDB.

"Para o encontro nacional, foram disponibilizados 20 computadores para comentários da militância em redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook e You Tube."

A mestre de cerimônia do evento deve ser a modelo Ana Hickmann, que é também apresentadora na "TV Record". O PSDB espera gastar cerca de R$ 500 mil no evento, que será financiado com recursos dos próprios partidos oposicionistas.
 

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