Líder do governo na Câmara nega acordo sobre reajuste para aposentados

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza (PT-SP), negou nesta quinta-feira (8) que já haja acordo sobre um novo percentual de reajuste para os aposentados. Ontem, o líder da base no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), se comprometeu a garantir a elevação do reajuste, de 6,14% para 7,71% sobre o índice atual.

A Medida Provisória (MP) que trata do assunto, datada de 2009, tramita na Câmara e ainda tem de passar pelo Senado antes de ter aprovação presidencial. “Eu só vou escrever 7% na relatoria da medida provisória quando houver acordo. Se não houver, eu vou deixar com 6,14%”, adiantou o petista, que é relator do projeto na Casa.

“O líder Jucá tem todo o direito de fazer as reuniões que ele fizer. Eu acho que neste caso, atrapalhou o nosso processo de construção do acordo”, criticou o petista. Segundo Vacarezza, a posição do Executivo é trabalhar com o reajuste de até 7% e a falta de acordo poderia impedir que a assunto seja votado em plenário na próxima semana.

“Não é obrigatório votar semana que vem. Eu prefiro gastar um tempo e fazer um acordo do que fazer uma votação para perder”, justificou. O temor de Vacarezza é que uma vez aprovado um percentual maior pelos deputados, cujo valor pode ser elevado pelo Senado, seja impossível controlar a base na Câmara.

O líder do governo na Câmara tem receio por uma repercussão negativa neste ano eleitoral, uma vez que o Senado poderia passar imagem de ser mais generoso do que a Câmara. Além disso, há a possibilidade de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também pode ter impacto negativo na opinião pública.

“Eu prefiro garantir posições políticas com sustentação técnica de qualidade a seguir o fluxo, ter uma posição demagógica e eleitoreira, como infelizmente, nós estamos assistindo e vendo acontecer aqui na Câmara e no Senado”, atacou.

O líder do governo disse também que o impacto do reajuste de 7% sobre as contas públicas é de cerca de R$ 4 bilhões.

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