Marina Silva aposta na internet e nos movimentos sociais

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

  • Lula Marques/Folha Imagem

A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, disse neste sábado em Belo Horizonte que conta com a mobilização de setores diferenciados da sociedade para fazer frente às campanhas de José Serra e Dilma Rousseff, pré-candidatos do PSDB e do PT, respectivamente, ao Planalto.

Para ela, uma parcela da população já está se estruturando para que a sua campanha deslanche na internet e entre os movimentos sociais. A senadora disse já contar com uma rede de voluntários com aproximadamente 15 mil pessoas.

“A luta socioambiental no país tem mais de trinta anos com muitas experiências positivas nos diferentes lugares do Brasil. É como se fossemos uma escola de samba que ensaiou na quadra, ensaiou no quintal e, agora, está vindo para o ensaio geral. Essas pessoas estão chegando de todos os lugares e com certeza com uma boa comissão de frente”, disse antes de encontro com lideranças evangélicas em hotel da capital.

A senadora afirmou ter uma grande capacidade de mobilizar “corações e mentes” dos brasileiros e, para tanto, disse ter aglutinado em torno do seu nome “uma grande participação de jovens, de segmentos diferenciados da sociedade, do empresariado, e das pessoas ligadas aos movimentos sociais”, ressaltou para completar “isso é um capital que pouca gente tem”.

Questionada sobre uma das estratégias do PSDB, de apresentar o ex-governador José Serra como “pós-Lula” e a certeza de o PT mostrar a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff como herdeira política do atual presidente, a senadora afirmou que a sua candidatura está acima disso.

“Nós não estamos nem à direita nem à esquerda, nós estamos à frente. Porque temos a clareza de que as boas conquistas dos últimos dezesseis anos devem ser preservadas, mas os grandes desafios devem ser enfrentados”, ressaltou.

A senadora criticou a inércia das autoridades em razão de catástrofes que, segundo ela, poderiam ser evitadas.

“O que está acontecendo no Brasil é inadmissível. É hora de todo o mundo se unir para fazer um pacto em defesa da segurança ambiental. Não é possível que a cada ano a gente veja as pessoas morrerem, descerem morro abaixo, perderem suas famílias, perderem suas vidas, e os dirigentes políticos continuarem achando que isso são fenômenos naturais”, avaliou.

Na tarde de hoje, a senadora se encontra com militantes favoráveis a sua candidatura em uma faculdade da capital, onde ela irá ministrar uma palestra.
 

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