Sérgio Guerra diz que eleitor precisa escolher entre "avançar com um líder preparado ou seguir com improviso"

Camila Campanerut
UOL Notícias
Em Brasília

Atualizada às 13h15

Sem tocar no nome da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Roussef, o presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), ressaltou em seu discurso que a principal diferença do candidato tucano, o ex-governador José Serra, é a experiência e a qualificação.

“[Serra é] quem está verdadeiramente preparado para esta tarefa histórica. O brasileiro não tem dúvida quem é o quadro mais qualificado. Não é um improviso é parte integrante da construção brasileira, da história popular”, defendeu Guerra, que também é coordenador de campanha de Serra.

“[O eleitor] tem duas opções: avançar com um líder preparado ou seguir com improviso, com quem nunca exerceu liderança em nível nenhum da vida pública”, insistiu o parlamentar.

Na seqüência, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, foi mais incisivo nas críticas de que a campanha de Dilma estaria fazendo uso da máquina pública para seu financiamento.

Discurso de Serra

Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil; falar da minha vida; falar da minha experiência; falar da minha fé; falar das minhas esperanças no Brasil.

“(O governo Lula) usou recursos públicos na fabricação de uma candidata a presidente. É um governo que é conivente com a corrupção”, afirmou o democrata. “O Brasil não foi descoberto em 2003, como quer fazer acreditar a candidata petista”, resumiu.

A unidade do PSDB era o mais rigoroso instrumento para que nós pudéssemos ver no Brasil, de novo, o governo que privilegiasse o mérito e o resultado. No fim de dezembro do ano passado, declarei-me não mais candidato do PSDB ao governo para dar um sinal de que estava ao seu lado, José Serra, disse emocionado o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves que chegou por último ao palco ovacionado pelo público aos gritos de "vice".

 

"Quero reconhecer virtudes no presidente Lula, uma acima de todas as outras, ele manteve absolutamente inalterada a política econômica do governo FHC", afirmou Aécio.

O presidente de honra do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso descreveu ainda Serra como “um líder aprovado, querido, eleito e democrático". O tucano avaliou que se o partido voltar ao poder não irá agir como o atual governo, que segundo ele, transforma todos seus feitos em marketing.

“Vamos escolher um Brasil que nós queremos: que ao olhar pro passado o difame, um Brasil que transforma tudo em marketing, ou vamos querer um Brasil que constrói o futuro. O Serra é um construtor do futuro”, disse.

Evento de lançamento
Com duas horas de atraso, o evento que oficializa a pré-candidatura à Presidência do ex-governador de São Paulo José Serra teve início por volta das 11h deste sábado (10) no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília. Mais de 2.000 pessoas entre filiados e militantes da legenda se espremem para ouvir os discursos de figurões do PSDB, DEM, PPS e até do PMDB.

Ao som de música alta, os convidados foram recebidos por mulheres vestidas de baiana e por integrantes do bloco carnavalesco Filhos de Gandhy, que distribuíam as típicas fitinhas do Senhor do Bonfim.

O evento é mais uma oportunidade que o partido tucano tem de mostrar união e reforçar o discurso sobre ética, na disputa para as eleições de outubro contra a pré-candidata petista, Dilma Roussef. “O PSDB vai sair daqui dando uma demonstração de união, garra e luta. Eu acho que isso que faz o ânimo de uma vitória: a garra do povo, o ânimo de estar aqui’, avaliou a senadora Marisa Serrano (MS). Um grupo de filiados que a acompanhava da bancada feminina da legenda defendia o nome dela como vice de Serra.

No entanto, a previsão dos aliados DEM e PPS é de que o anúncio do nome do vice só saia em junho. Em entrevista coletiva, o líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC), afirmou ontem que seu partido só desistiria de indicar alguém na chapa como vice se o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) ocupasse o cargo.

Enquanto isso, uma das estratégias dos tucanos é ganhar confiança do eleitorado mostrando a experiência em administração pública de Serra em comparação com a principal rival dele nas urnas, a ex-ministra Dilma Roussef. “Nós vamos mostrar que a sobriedade conquista o coração das pessoas”, destacou o senador tucano pelo Amazonas, Arthur Virgílio ao falar da postura mais discreta de Serra com relação à postura próxima da população e carismática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na chegada ao evento, o deputado Henry Raul (PMDB-PE) garantiu que o maior partido do país, o PMDB, irá apoiar o candidato Serra em seu Estado. “Creio que outros estados também [devem dar apoio], como sãos os casos de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre”, apostou o parlamentar.

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