Liberdade não livra Arruda de denúncias, defende OAB

Do UOL Notícias

Em São Paulo

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, afirmou nesta segunda-feira (12) que, mesmo em liberdade, o ex-governador José Roberto Arruda ainda é investigado e deve ser punido pelo escândalo de corrupção no Distrito Federal. A prisão de Arruda foi revogada hoje pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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"Independentemente da prisão ou libertação do ex-governador, a posição da OAB continua sendo a de exigir a apuração firme e célere de todas essas denúncias de corrupção envolvendo Arruda e seus aliados políticos", afirmou o presidente da Ordem.

Vídeo mostra Arruda recebendo dinheiro

Segundo Cavalcante, a entidade seguirá cobrando, de forma intransigente e rigorosa, a apuração das denúncias à Polícia Federal que, por meio da operação Caixa de Pandora, investiga pagamento de propinas a servidores no DF. "A Ordem não descansará enquanto não houver a apuração e a punição dos culpados", completou.

Prisão revogada
Por oito votos a cinco, a Corte Especial do STJ decidiu revogar da prisão do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

“Não mais subsiste a necessidade de prisão. Não há mais como o preso influir na instrução criminal, mesmo porque ele não sustenta mais a condição de governador de Estado”, afirmou o relator do caso, ministro Fernando Gonçalves, cujo entendimento foi seguido por maioria.

Segundo o relator, por não ser mais governador, estar doente e ter permanecido preso por quase 60 dias, Arruda não tem mais poder de influenciar nas investigações do esquema de corrupção no governo do DF, que ficou conhecido como mensalão do DEM.



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