Eleição indireta para governo do DF terá sete candidatos; ex-partido de Arruda não disputará cargo

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

Das 10 candidaturas inscritas na Câmara Legislativa do Distrito Federal, sete serão homologadas para concorrer nas eleições indiretas para governador e vice. A decisão foi tomada nesta terça-feira (13) pelos integrantes da Mesa Diretora da Casa.

Os candidatos serão Antônio Ibañes (PT), Aguinaldo de Jesus (PRB), Luiz Filipe Coelho (PTB), Messias Souza (PCdoB), Nilton Reis (PV), Rogério Rosso (PMDB) e Wilson Lima (PR), que é o atual ocupante do cargo. As inscrições das chapas do PRTB e da coligação PSL e PTN foram rejeitadas por falta de documentação. Ontem, PSDC retirou a candidatura por falta de apoio. O DEM, ex-partido do governador anterior, José Roberto Arruda, não disputará.

“Foi feita uma consulta ao TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral) e ao MPE (Ministério Público Eleitoral) e chegou-se a conclusão de que poderia ser flexibilizada a questão da filiação e desincompatibilização dos candidatos”, afirmou o presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT), por meio de sua assessoria. Na prática, essa decisão permite que os mesmos que concorrem nessas eleições indiretas também poderão disputar as eleições de outubro, estas diretas.

A votação que vai eleger o novo governador do DF começará às 15h deste sábado (17). A princípio, um ato anterior da Mesa Diretora havia estipulado votação às 10h, mas houve um pedido da deputada distrital Eurides Brito (PMDB), que é adventista, para que a votação fosse às 17h30. “Procuramos um meio termo”, justificou o parlamentar petista.

No sábado, a votação será nominal e aberta. Os 24 distritais escolherão entre quem irá governar o Distrito Federal até o dia 31 de dezembro.

O deputado distrital suplente Geraldo Naves, que foi libertado da prisão ontem, assim como outras quatro pessoas ligadas ao ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), também poderá votar, uma vez que ele ocupa a vaga em aberto com a renúncia do ex-deputado Júnior Brunelli (PSC). Basta Naves se apresentar na Câmara para que se confirme a posse do cargo.

Com a cassação de Arruda, e da renúncia do vice-governador Paulo Octávio (que também era do DEM), a Câmara Legislativa do DF acabou optando por mudar a Lei Orgânica para adequar as regras locais com a Constituição Federal. Assim, seria possível promover uma sucessão por meio de eleições indiretas para um "mandato-tampão" de oito meses.

Candidatos
O deputado distrital Lima, que se tornou governador em meio ao escândalo, é tido como próximo a Arruda, que foi envolvido em um esquema de repasses de dinheiro ilegal vindo de empresas beneficiadas em licitações. O candidato do PRB, Aguinaldo de Jesus, também é próximo do ex-governador. Jesus foi eleito deputado distrital nas últimas eleições, mas se licenciou do cargo para assumir a Secretaria de Esportes na gestão Arruda.

Rosso, candidato do PMDB, também trabalhou na gestão do ex-governador. Foi administrador da cidade-satélite de Ceilândia entre 2003 e 2005.

O petebista Luiz Filipe Coelho foi presidente da seção candanga da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entre 1995 e 1997. Seu partido passou a integrar a base governista após a eleição de Arruda, mas se afastou depois do início da crise no DF.

O espanhol Ibañes, candidato pelo PT, foi reitor da UnB (Universidade de Brasília). O comunista Souza era até semanas atrás assessor especial do Ministério da Fazenda e foi secretário de Desenvolvimento Social do DF na gestão de Cristóvam Buarque (PDT). Reis, do PV, é administrador de empresas.

 

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